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GP da Bélgica planeja investir mais de R$ 480 milhões para melhorar segurança em Spa

Pensando em aumentar a segurança do circuito de Spa-Francorchamps, sobretudo na curva Eau Rouge, a organização do GP da Bélgica pretende fazer um investimento de mais de R$ 480 milhões durante o inverno europeu

31 ago 2021 - 15h15
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A organização do GP da Bélgica pretende fazer modificações na Eau Rouge
A organização do GP da Bélgica pretende fazer modificações na Eau Rouge
Foto: Reprodução / Grande Prêmio

Embora o desenrolar da não-corrida do GP da Bélgica seja discutível, a priorização da segurança dos pilotos foi uma decisão acertada, sobretudo após os graves acidentes na Eau Rouge. Depois que Lando Norris aquaplanou e bateu forte durante a classificação, seis pilotas da W Series também se envolveram num acidente grave no mesmo ponto — e, felizmente, todas tiveram apenas ferimentos leves. Agora, a organização do circuito de Spa-Francorchamps planeja fazer um investimento acima de € 80 milhões — mais de R$ 480 milhões, na cotação atual — para aumentar a segurança do trecho.

Segundo a revista alemã Auto Motor und Sport, o objetivo é não alterar o traçado, mas aumentar as áreas de escape na Raidillon, a seção de alta velocidade na saída da Eau Rouge. Além disso, a organização quer criar mais espaços com brita nas curvas La Source, Blanchimont, Les Combes e Stavelot e na própria Raidillon. O aprimoramento do circuito também inclui expandir as arquibancadas, para que, num futuro próximo, mais fãs possam comparecer aos eventos.

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Acidente de Lando Norris no Q3 do GP da Bélgica, na Eau Rouge
Acidente de Lando Norris no Q3 do GP da Bélgica, na Eau Rouge
Foto: Reprodução/F1 TV / Grande Prêmio

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Com as reformas planejadas para o inverno europeu, alguns pilotos da F1 já tinham esclarecido que mudanças são necessárias para a Eau Rouge. Daniel Ricciardo foi um deles: "Ainda é a mesma curva difícil de antes e seria uma pena se a perdêssemos. Mas com a quantidade de acidentes que temos tido ultimamente, precisamos fazer alguma coisa", disse ao site Grandprix.com. 

Max Verstappen foi na linha do australiano, mas enfatizou que sempre será um ponto perigoso: "Creio que as alterações que vi que vão acontecer no fim do ano parecem muito boas. Quando passamos pela curva, tudo vai bem. O problema é quando a barreira de proteção está tão próxima, que é muito fácil que alguém bata lá e volte para a pista. E isso pode acontecer mesmo depois da subida da Eau Rouge, que é também um ponto cego, e que acho que foi o que aconteceu no grave acidente dos GT3 [nas 24 Horas de Spa-Francorchamps]. Acho que as mudanças que estão sendo feitas ajudarão, mas nunca vai ser totalmente seguro".

O acidente citado pelo holandês é o de Jack Aitken, atual piloto reserva da Williams, nas 24 Horas de Spa-Francorchamps, que aconteceu em julho deste ano. O piloto bateu forte contra outros quatro carros na Raidillon — os de Franck Perera, Davide Rigon e Kevin Estre. Após a colisão, o inglês e Davide Rigon foram levados para o hospital. Aitken sofreu fraturas na clavícula e uma vértebra da coluna, e abriu ainda mais discussões sobre a segurança da pista.

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