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F1: Singapura perde curvas e ganha reta. A corrida melhora?

Agora sem o trecho que tanta discórdia causou 15 anos atrás e ainda faz barulho, o GP de Singapura será mais veloz. Porém mais movimentado?

15 set 2023 - 08h00
(atualizado às 08h59)
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Largada do GP de Singapura de 2022, com Sergio Perez à frente
Largada do GP de Singapura de 2022, com Sergio Perez à frente
Foto: Pirelli Motorsport

A pista que recebe a F1 este final de semana tem estado em evidência nos últimos tempos. Afinal de contas, foi 15 anos atrás em Marina Bay que a categoria teve o seu caso mais sórdido até onde se tenha notícia, com a provocação de uma bandeira amarela para que um piloto fosse favorecido.

O fato é que, por coincidência, justamente o trecho em que a Renault de Nelson Piquet Jr bateu foi retirado. Esta seja a maior mudança para a prova deste ano, que segue sendo disputada à noite (foi a primeira da história da F1) e com níveis altíssimos de humidade, que acabam por afetar bastante os pilotos, exigindo bastante do condicionamento físico.

A troca de 4 curvas por uma reta acaba por retirar cerca de 120 metros do traçado (5.063m x 4.940m). Isso significa a inclusão de mais uma volta (62) e o tempo de volta cair em cerca de 5 a 8 segundos. Mas tem mais...

Traçado de Marina Bay para este ano. A pista antiga está no pontilhado. Mais rápida, mas mais movimentada?
Traçado de Marina Bay para este ano. A pista antiga está no pontilhado. Mais rápida, mas mais movimentada?
Foto: Mercedes AMG F1

Espera-se que a dinâmica de prova seja mais agitada, com os carros ganhando mais velocidade não somente pelo acréscimo da reta, mas pela oportunidade dos pneus e os freios poderem trabalhar um pouco mais tranquilos.

Sendo mais específico em relação aos pneus um dos problemas que os pilotos tinham era o superaquecimento da borracha, ainda mais que a Pirelli trouxe mais uma vez a gama mais macia para Marina Bay (C3/C4/C5). Com menos mudanças de direção, os pneus podem trabalhar mais tranquilos e se ganha flexibilidade no uso, podendo ser mais incisivo ou tentar ampliar seu uso.

Quadro da Pirelli para o GP de Singapura
Quadro da Pirelli para o GP de Singapura
Foto: Pirelli Motorsport

Outro aspecto é ter uma melhor noção do desgaste. A Pirelli trabalha com a possibilidade de uma única parada. No ano passado, a pista foi recapeada, mas como houve o início da prova com o piso molhado, a avaliação ficou um pouco prejudicada. A mudança da construção vinda a partir de Silverstone, com os pneus não cedendo tanto em curvas por conta da estrutura reforçada, também afeta.

Deste jeito, nós podemos ver uma repetição da prova de 2019, quando Ferrari e Mercedes seguraram o ritmo para tentar esticar a parada e vimos a última vitória de Sebastian Vettel na F1.  Por isso que mais velocidade não é necessariamente um significado de provas mais movimentadas...

A Red Bull segue favorita para esta prova. Mesmo com a mudança do traçado dando mais velocidade, Marina Bay é uma pista que exige o uso de aerofólios com maior perfil para poder gerar mais pressão aerodinâmica. O RB19 já mostrou sua fortaleza nestas pistas onde a tração é muito importante. Alguns simuladores colocam a McLaren como a 2ª força para esta prova. O fato é que o time de Woking trouxe novidades para tentar resolver este ponto fraco do MCL60, que são as curvas de baixa.

Em sentido horário: aerofólios de Ferrari, Alpine, Mercedes e Red Bull. Todos com elementos maiores para gerar mais pressão aerodinamica
Em sentido horário: aerofólios de Ferrari, Alpine, Mercedes e Red Bull. Todos com elementos maiores para gerar mais pressão aerodinamica
Foto: Albert Fabrega / Twitter

Mercedes e Ferrari trabalharam bastante no simulador para tentar achar um ponto ideal de acerto. Entre as duas, a Mercedes tem um pouco de vantagem. A Ferrari é uma verdadeira incógnita, dada a janela estreita de acerto do SF-23.

Um ponto que muitos ficarão atentos será a Williams: além da pintura especial da Gulf para Singapura, Japão e Qatar, se o time consolidará o salto dado a partir de Silverstone e vem deixando o fim da classificação. Em tese, esta não é uma boa pista para o FW45 por conta da filosofia do carro em gerar pouca pressão aerodinâmica. Mas Zandvoort também não era um bom lugar e Albon conseguiu chegar nos pontos.

A ver o que Singapura nos reserva. Sempre lembrando que o Safety Car bate ponto na corrida. Simplesmente em todas as edições do GP de Singapura, o SC entrou na pista (24 vezes ao todo para ser mais exato)

Parabólica
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