F1: Sainz faz alerta duro à Williams e cobra reação após fim de semana desastroso em Barcelona
Espanhol admite que equipe está longe das metas traçadas e pede mudanças urgentes para reduzir desvantagem.
Carlos Sainz fez um diagnóstico preocupante da situação da Williams após o GP da Espanha. Depois de um fim de semana sem pontuar em Barcelona, o piloto espanhol afirmou que a equipe precisa “voltar à prancheta” para encontrar soluções capazes de reduzir a diferença para os adversários, especialmente em circuitos de média e alta velocidade.
A etapa de Barcelona-Catalunha expôs de forma contundente as limitações atuais da Williams. Mesmo após uma sequência positiva de resultados em Miami, Canadá e Mônaco, a equipe britânica enfrentou dificuldades desde os treinos e terminou o fim de semana sem colocar nenhum de seus carros na zona de pontuação.
Sainz largou apenas na 16ª posição e cruzou a linha de chegada em 12º, após ser ultrapassado em uma volta pelos líderes. Para o espanhol, o desempenho abaixo do esperado serviu como uma confirmação da distância que ainda separa a Williams dos concorrentes diretos.
“Esperávamos que fosse difícil, mas foi um choque perceber o quanto estamos atrás nas curvas de média e alta velocidade”, afirmou o piloto. Segundo ele, o problema está relacionado tanto ao excesso de peso do carro quanto à falta de carga aerodinâmica.
O espanhol destacou que a equipe já sabia das limitações do FW48, mas admitiu que a realidade encontrada na pista foi ainda mais dura.
“Não chamaria de choque ou de alerta, porque já sabíamos disso. Foi uma constatação de que estamos muito longe de onde deveríamos estar, de onde pretendíamos estar e de onde queremos chegar”, declarou.
Diante do cenário, Sainz defendeu uma resposta imediata da equipe de Grove.
“É hora de voltar à prancheta e começar a trazer mais coisas para o carro, porque está claro que, em pistas de média velocidade, estamos muito atrás”, afirmou.
O fim de semana foi ainda mais complicado para seu companheiro de equipe, Alexander Albon. Após se classificar apenas em 18º, o tailandês teve sua corrida comprometida por um problema na fixação de uma câmera do carro. Depois de uma longa parada nos boxes, retornou à pista apenas para coletar dados e terminou a prova 11 voltas atrás dos líderes.
Apesar das atualizações previstas para as próximas corridas, incluindo melhorias voltadas à redução de peso, Sainz acredita que os avanços planejados podem não ser suficientes para diminuir a diferença observada em Barcelona.
“Sei o que está chegando e, normalmente, as atualizações desta equipe funcionam. Mas não tenho certeza se isso será suficiente para cortar a diferença que temos neste tipo de circuito. Precisamos fazer mais do que já estamos fazendo”, alertou.
O piloto também ressaltou a importância de buscar ganhos constantes de desempenho, mesmo que pequenos.
“Todas as semanas é fundamental encontrar mais carga aerodinâmica ou reduzir alguns quilos do carro. Sei que todos estão trabalhando no limite na fábrica, mas provavelmente precisamos de ainda mais esforço”, disse.
Por fim, Sainz apontou Barcelona como uma referência importante para medir o verdadeiro potencial dos carros da Fórmula 1 e revelou números que evidenciam a preocupação da equipe.
“Barcelona é uma pista muito boa para medir o desempenho de um carro. Neste fim de semana estávamos entre 1s6 e 1s9 atrás dos líderes, além de cerca de seis ou sete décimos do primeiro carro do pelotão intermediário. Esse é o nosso alvo agora”, concluiu.
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