F1: Audi projeta ganhos com o ADUO, mas foca em resultados a longo prazo
Audi prevê grandes benefícios com o sistema ADUO, mas Mattia Binotto avisa que ganhos reais no motor virão a longo prazo
A Audi espera tirar um grande proveito do sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO) da Fórmula 1, mas alerta que as melhorias na pista não serão imediatas. Com a Red Bull despontando como detentora do melhor motor de combustão interna (ICE) da temporada, a fabricante alemã foi classificada para receber o limite máximo de atualizações extras no regulamento, visando diminuir a disparidade de potência e preparar o terreno de sua unidade de força para os próximos anos.
De acordo com Mattia Binotto, as deficiências da atual unidade de potência já eram uma realidade esperada dentro da equipe desde o início da temporada. Com as regras de equalização do ADUO, a Audi integra o grupo de três fabricantes, ao lado de Ferrari e Honda, que poderão implementar até duas atualizações extras ainda neste ano e outras duas em 2027.
"Para a Audi, será um benefício significativo", afirmou Binotto. "Acho que é o que esperávamos. Desde o início da temporada, sabíamos que a maior parte da nossa desvantagem para as equipes de ponta estava na unidade de potência. Não é uma surpresa. Muito trabalho duro será necessário."
O regulamento do ADUO foi desenhado com base em um delta de potência pura do motor de combustão interna, não contabilizando a gestão de energia ou a eficiência do sistema elétrico. Na prática, ele garante às marcas mais defasadas um teto de gastos maior, horas adicionais de testes nos dinamômetros e mais liberdade de desenvolvimento tecnológico. Ainda assim, Binotto fez questão de moderar as expectativas de quem espera uma revolução imediata da marca no grid.
"Muitas vezes as pessoas acreditam que, uma vez que você tem o ADUO, talvez na corrida seguinte você já introduza 10 quilowatts. Não é isso que vai acontecer. No nosso caso, buscamos um desenvolvimento grande, mas focado no médio e no longo prazo", detalhou o dirigente.
A jornada da Audi na Fórmula 1 é projetada a longo prazo, com um objetivo competitivo claro já estabelecido para 2030. Como os avanços na unidade de potência demandam naturalmente muito mais tempo de maturação do que peças de chassi, a equipe traçou um plano paciente. "Nossos planos estão definidos. Não veremos benefícios imediatos do ADUO, mas certamente ele será proveitoso para nós lá na frente", concluiu.
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