F1: Piastri contesta revisão do GP de Mônaco: “Não podem mudar o resultado agora”
Piloto da McLaren diz que punições alteram estratégias de corrida e critica falha que gerou controvérsia em Monte Carlo
Oscar Piastri criticou a possibilidade de uma mudança no resultado final do GP de Mônaco após a FIA aceitar o pedido de revisão da Alpine sobre as punições por excesso de velocidade no pit lane. O australiano argumenta que as sanções influenciaram diretamente as estratégias adotadas durante a corrida e que, por isso, qualquer alteração posterior seria injusta para os pilotos afetados.
A polêmica começou após o GP de Mônaco, quando cinco pilotos receberam, ao todo, seis punições por supostamente excederem o limite de 60 km/h no pit lane. Entre os penalizados estavam Oscar Piastri, Lewis Hamilton, George Russell e Pierre Gasly. Enquanto alguns cumpriram suas punições durante a corrida, Gasly recebeu duas penalizações de cinco segundos adicionadas ao seu tempo final, caindo do terceiro para o sétimo lugar.
A situação ganhou um novo capítulo depois que a Alpine acionou o chamado Right of Review (Direito de Revisão). Durante a análise do caso, surgiu uma evidência considerada decisiva: dados da Formula One Management (FOM) indicaram que a distância utilizada pelo sistema oficial de cronometragem estava incorreta, superestimando a velocidade registrada dos carros no pit lane. A descoberta levou a FIA a considerar o pedido admissível e reavaliar as punições aplicadas a Gasly.
Para Piastri, porém, o problema vai além da correção de uma eventual injustiça individual.
“Foi bastante óbvio durante a corrida que havia algo estranho acontecendo”, afirmou o piloto da McLaren.
O australiano destacou que é incomum ver tantos pilotos punidos pela mesma infração em um único Grande Prêmio.
“Talvez você tenha um ou dois carros recebendo uma punição por velocidade no pit lane, mas não sete ou oito”, declarou.
Piastri argumentou ainda que as penalidades tiveram impacto direto nas decisões estratégicas das equipes durante a prova.
“Eu recebi uma punição e, se não tivesse que cumpri-la, não teria feito outra parada.”
Por isso, o líder da McLaren acredita que o resultado não deveria ser alterado posteriormente.
“Eles não podem mudar o resultado agora, porque muitas decisões foram tomadas durante a corrida com base nas punições que foram dadas.”
Apesar da crítica, o piloto também ressaltou que o principal problema é a ocorrência de um erro desse tipo na principal categoria do automobilismo mundial.
“Esse tipo de coisa não deveria acontecer na Fórmula 1.”
Outro piloto diretamente envolvido na discussão é Isack Hadjar. O francês herdou o terceiro lugar após as punições de Gasly e conquistou seu primeiro pódio com a Red Bull. Caso a revisão devolva a posição ao piloto da Alpine, Hadjar perderá não apenas três pontos no campeonato, mas também um resultado histórico na carreira.
“Seria uma pena para a minha história em Mônaco”, afirmou Hadjar. “Soaria muito bem dizer que assinei com a Red Bull em Mônaco, venci uma corrida e conquistei meu primeiro pódio pela equipe em Mônaco.”
A controvérsia expôs falhas no sistema de monitoramento da velocidade no pit lane e gerou questionamentos sobre a capacidade da FIA de corrigir erros que já influenciaram o desenrolar de uma corrida. A decisão final dos comissários era aguardada com expectativa por equipes e pilotos, já que qualquer mudança poderia provocar um efeito dominó na classificação do GP de Mônaco.
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