F1 cita "acordos de longo prazo" e descarta crise financeira por recessão na Europa
CEO da F1, Stefano Domenicali disse não ter preocupações sobre a influência da recessão europeia nas contas da categoria e revelou que os ingressos de 2023 já estão sendo procurados
A temporada 2022 da F1 se aproxima cada vez mais de seu encerramento, com apenas mais duas corridas pela frente, em Brasil e Abu Dhabi. Com o campeonato decidido desde o Japão e o título assegurado por Max Verstappen, o contraste em relação ao ano passado — quando a disputa pela taça foi até a última volta da última corrida — fica bastante claro na mente dos fãs.
Muito tem sido falado sobre o novo regulamento técnico, que foi introduzido com a promessa de permitir aos pilotos andarem mais próximos uns dos outros, mas a verdade é que o nível de emoção entregue pela temporada de 2022 ficou abaixo do esperado. Além disso, a recessão na Europa tem sido alvo de comentários de algumas equipes até aqui, principalmente Mercedes e Red Bull, o que causa certa preocupação em termos financeiros.
CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali pensa diferente. De acordo com o italiano, organizar um campeonato de escala mundial requer desafios, e os acordos que a categoria possui em andamento são fechados com antecedência justamente para evitarem que a modalidade seja pega de surpresa.
"Primeiro de tudo, ser um campeonato mundial e se espalhar pelo mundo nos faz correr o risco de ter que gerenciar essas situações", explicou Domenicali. "Por outro lado, o fato de termos acordos de longo prazo vai reduzir a exposição a esses riscos", ressaltou.
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Questionado sobre o desânimo de parte da torcida com o resultado do novo regulamento técnico, Domenicali desconversou. O dirigente afirmou que a movimentação para comprar bilhetes para as corridas da próxima temporada já começou, o que demonstraria o ânimo dos fãs em participar do espetáculo — e seria mais uma prova de que a recessão europeia não deve afetar a F1.
"O que posso compartilhar com você é que já vemos um número incrível de registros em relação às entradas do ano que vem", revelou.
"Então, esse é um bom sinal principalmente na Europa, onde vivo, onde está claro que essa recessão tem acontecido", salientou. "Mas acho que pela forma como estamos estruturados e a forma com a qual fizemos nossos acordos, vamos poder seguir em frente. Além disso, eu diria que a situação atual nos faz pensar que precisamos ser otimistas. É claro que estamos monitorando, mas é o que vemos hoje", finalizou.
A Fórmula 1 continua no próximo fim de semana, entre os dias 11 e 13 de novembro, com o GP de São Paulo, etapa brasileira, direto de Interlagos. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo 'IN LOCO' com equipe cheia.
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