F1 2026: FIA descarta reduzir potência elétrica dos motores
Federação mantém nível elétrico alto apesar de críticas sobre gestão de energia e impacto nas corridas
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou que rejeitou uma proposta para reduzir a potência dos motores da Fórmula 1 em 2026, mantendo o regulamento original mesmo diante de críticas crescentes.
A poucos dias do GP de Miami, a federação revelou que chegou a considerar um corte significativo na energia elétrica dos novos power units, mas a ideia não avançou após ser rejeitada pelas equipes.
Segundo o diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, a proposta previa reduzir a potência elétrica de cerca de 350 kW para aproximadamente 200 kW como forma de diminuir a dependência da gestão de energia durante as corridas.
O debate ocorre em meio às críticas aos novos motores híbridos de 2026, que adotam uma divisão próxima de 50% entre energia elétrica e combustão. Esse modelo tem gerado preocupação por tornar a pilotagem mais dependente de estratégias de recarga e uso de bateria, fenômeno conhecido como “superclipping”.
Para mitigar esses efeitos, a FIA já promoveu ajustes técnicos, como o aumento do limite de superclipping de 250 kW para 350 kW, permitindo que os pilotos permaneçam mais tempo em aceleração total sem precisar economizar energia.
Apesar disso, Tombazis admitiu que o conceito atual traz desafios maiores do que o esperado, especialmente devido ao aumento de desempenho aerodinâmico dos carros, que reduz a energia recuperada nas frenagens.
A federação indicou que o tema não está encerrado e seguirá sob análise ao longo da temporada. No entanto, descartou mudanças imediatas por razões técnicas e de segurança, optando por observar o impacto das atualizações já implementadas antes de qualquer nova intervenção.
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