ENTREVISTA: Bruna Tomaselli e Tatiana Calderón falam sobre estreia na NASCAR Brasil
Em entrevista exclusiva ao Parabólica, a dupla feminina da SG28 na NASCAR Brasil destaca adaptação e importância de representatividade.
A abertura da temporada 2026 da NASCAR Brasil marcou a estreia de um novo carro, regulamento atualizado e a chegada da dupla Bruna Tomaselli e Tatiana Calderón pela SG28 Racing. Com a chegada da equipe na categoria, eles se tornam os primeiros da NASCAR Brasil a contar com uma formação exclusivamente feminina.
Em entrevista ao Parabólica, as pilotos destacaram estar animada em fazer parte do grid. A colombiana, Tatiana Calderón, afirmou estar feliz em competir pela primeira vez no Brasil e integrar o projeto ao lado de Tomaselli.
“Eu estou muito contente de estar competindo pela primeira vez no Brasil, de ser parte deste projeto do SG28, do Carlos, de estar com a Bruna, de poder ser como uma equipe feminina. Eu acho que é muito bonito poder representar a América Latina no Brasil, que é um dos berços do automobilismo mundial.”
Com trajetória no automobilismo nacional, Tomaselli destacou a relevância da parceria, chamando-a de “histórica” e avaliou o potencial da equipe para disputar posições mais à frente do grid.
Ao comentar sobre o carro da categoria, ambas relataram um processo de adaptação, já que a chegada ocorreu próxima à abertura da temporada. Ainda assim, demonstraram confiança no desempenho
“Eu já andei bastante em Santa Cruz, então acho que a adaptação se torna um pouco mais fácil, porque a gente não precisa se preocupar tanto em aprender a pista, como eu já conhecia, e consegue focar um pouco mais no carro.
Mas eu acho que me adaptei bem também. Toda a equipe deu bastante suporte, junto com o SG também, que vem orientando nós também nessa parte técnica. Então eu acho que, claro, a adaptação vai ser contínua. A gente não aprende tudo no primeiro final de semana.” disse Bruna sobre o carro.
“Eu gostei muito do circuito. Eu acho que é um pneu muito diferente também do que eu estava usando nos últimos anos. Eu acho que temos muito para descobrir, mas eu gosto do carro. O carro é muito divertido. Você vê que é muito competitivo. Todos os circuitos juntos.
Você tem barras estabilizadoras. Você tem coisas para melhorar. Então, seguramente, vamos de menos a mais e descobrindo muitas coisas juntos.” relatou Calderón.
As pilotos também ressaltaram a recepção da categoria. Tomaselli afirmou que a NASCAR Brasil passa por um processo de crescimento e que a participação da equipe pode contribuir com esse momento. “E poder fazer parte desse crescimento junto, acho que a gente pode somar tudo isso, por todos os lados, e ser bom para todos. E eu acho que está só começando, acho que tem muita coisa boa por vir.”
O projeto foi idealizado pelo chefe de equipe Carlos S.G., que destacou que a iniciativa vai além da formação feminina, mas reconheceu a importância da representatividade no automobilismo. Calderón afirmou que se emocionou ao ser convidada para integrar o projeto.
“Eu sinto que ainda há muito por fazer pelas mulheres no automobilismo. E quando comecei a conhecer também a visão que tem o Carlos, que quer dar oportunidade não só de participar, mas de mostrar que uma mulher pode ganhar em um cenário muito competitivo, como é o Brasil”.
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