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Atletismo

Ezequiel ganha bronze por desclassificação e vê "pior" desempenho

28 jul 2013 - 05h58
(atualizado às 07h50)
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Ezequiel da Costa ficou decepcionado com seu desempenho na maratona
Ezequiel da Costa ficou decepcionado com seu desempenho na maratona
Foto: Márcio Rodrigues/MPIX/CPB / Divulgação

O Brasil encerrou na manhã deste domingo sua participação no Mundial Paralímpico de Atletismo de Lyon com a maratona. No Stade du Rhône, o paulista Ezequiel da Costa fez o pior tempo entre os quatro participantes da classe T46, que envolve atletas com membros superiores amputados, mas acabou saindo com um bronze.

O espanhol Abderrahman Ait Khamouch, que terminou em segundo, foi desclassificado por pegar uma garrafa d'água fora de um dos postos oficiais de reidratação. A decisão foi protestada, mas o recurso acabou sendo negado. O ouro ficou com o italiano Alessandro di Lello, que fez um tempo de 2h33min42.

Ezequiel correu a maratona em 3h00min45 e ficou bastante decepcionado com seu desempenho. "Vou dizer para você, foi uma das piores maratonas que já corri. Em termos, né, pelas condições. Fiz um treinamento específico para essa prova, mas não saiu do jeito que eu almejava pelo que treinei", explicou o paulista.

Para o maratonista, um erro por volta dos 28 km de prova lhe custou um desempenho melhor. Ezequiel decidiu aumentar seu ritmo e por conta disso sentiu cansaço mais perto do final. "Tive uma câimbra, cheguei até a cair, mas brasileiro não desiste nunca, então levantei e continuei. É levantar a cabeça e não desistir", disse.

Ezequiel, 42 anos, perdeu o braço direito em 1990 em um acidente envolvendo uma máquina trituradora de plástico. O paulista tinha apenas 42 dias de experiência e, ao operar o aparelho, teve o membro arrancado. "Sempre fui um amante do esporte. Por meio do acidente que eu resolvi me empenhar mais no esporte para ter uma qualidade de vida melhor. Uma das primeiras provas foi a São Silvestre e dei continuidade. Pretendo dar continuidade para alcançar mais objetivos", afirmou o brasileiro.

*O repórter viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Fonte: Terra
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