Campeã mundial dos 800 m seria hermafrodita, diz jornal
A edição de sexta-feira do jornal australiano Sydney Morning Herald aumenta a polêmica em torno da velocista sul-africana Caster Semenya, campeã mundial dos 800 m em Berlim. Segundo a publicação, a atleta, suspeita de ser do sexo masculino, teria orgãos sexuais dos dois sexos, o que a tornaria hermafrodita.
» Isinbayeva planeja trabalhar com política e social
» Prefeitura de Chicago concede garantias por Olimpíada
» Ex-campeã olímpica encerra carreira aos 38 anos
Semenya, de apenas 18 anos, foi submetida a detalhados exames, como de DNA e sangue, que teriam comprovado a aquisição de características sexuais tanto masculinas quanto femininas. A Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) teria tentado entrar em contato com a sul-africana para avisá-la dos resultados.
Mesmo que a masculinidade de Semenya seja comprovada, ela não perderia a medalha de ouro conquistada em Berlim. O máximo que pode acontecer é a confecção de uma nova medalha dourada para a segunda colocada na prova, a queniana Janeth Jepkosgei.
"Esse é um problema médico e não de doping, no qual ela poderia estar deliberadamente levando vantagem", afirmou Nick Davies, porta voz da Iaaf, ao jornal australiano.
"Os testes não sugerem qualquer suspeita de conduta premeditada da atleta, mas mostra a possibilidade de uma condição médica que daria a Semenya uma injusta vantagem diante das outras competidoras. Não há desqualificação em um caso como esse", completou o representante da Iaaf.
Desde que venceu os 800 m, Semenya tem sido colocada em xeque por conta de sua suposta masculinidade. Na África do Sul, porém, ela foi recebida como heroína nacional e tratada como exemplo pelo país.