Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Atleta olímpico do taekwondo é suspenso por 1 ano por doping sem ter usado substância proibida

Ícaro Miguel teve três falhas de localização em um período de 12 meses e está suspenso até agosto de 2027

8 set 2026 - 20h57
(atualizado às 21h41)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O atleta olímpico de taekwondo Ícaro Miguel foi suspenso por um ano pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem após acumular três falhas de localização no período de 12 meses, embora não tenha usado substâncias proibidas. A punição, que vai de setembro de 2026 a agosto de 2027, impede sua participação em eventos oficiais. O lutador, que representou o Brasil em Tóquio e foi vice-campeão mundial, alega problemas técnicos na plataforma de registro e tragédias pessoais. Ainda cabe recurso.

O atleta olímpico do taekwondo Ícaro Miguel foi suspenso por um ano por uma violação das regras antidopagem, mesmo sem ter usado uma substância proibida, como ele próprio afirmou em comunicado oficial após a sanção. A punição que irá tirar o lutador dos tatames pelo próximo ano teve como base falhas relacionadas ao sistema de localização exigido pelas autoridades antidopagem.

No período de 12 meses, o atleta acumulou três falhas de localização. Em duas delas, não realizou exames antidoping porque informou um local onde não estava e, posteriormente, não atualizou corretamente as autoridades antidopagem sobre sua agenda.

De acordo com a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Ícaro Miguel está suspenso de todas as competições e atividades esportivas oficiais entre 1º de setembro de 2026 e 31 de agosto de 2027. O nome do atleta apareceu na mais recente lista de suspensos divulgada pela entidade nesta semana, que reúne mais de 70 casos. Ainda cabe recurso da decisão.

Ícaro Miguel alega falha no sistema de localização

Em comunicado publicado nas redes sociais, Ícaro afirmou que o processo não envolve o uso de substâncias proibidas ou qualquer tentativa de melhorar seu rendimento. Segundo o atleta, a punição está relacionada a duas tentativas de coleta que não foram realizadas e a um suposto envio fora do prazo das informações sobre seu paradeiro.

O lutador também alegou que enviou os dados de localização duas vezes dentro do prazo exigido, mas que as informações não foram registradas pelo sistema ADAMs, utilizado para o controle de localização dos atletas. Para Ícaro, a falha técnica impediu que ele cumprisse corretamente a obrigação prevista nas regras antidopagem.

O atleta ainda afirmou que os problemas ocorreram durante um período marcado por duas tragédias pessoais, que teriam afetado sua rotina familiar e emocional.

Vice-campeão mundial em 2019 e ex-líder do ranking mundial, Ícaro Miguel tem 31 anos e representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, quando terminou na 11ª colocação. O mineiro também foi prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, e conquistou o bicampeonato pan-americano em 2021 e 2022.

Fora dos tatames, o atleta criou, em 2021, o Instituto Ícaro Miguel, em Juatuba, Minas Gerais, cidade onde cresceu. O projeto busca oferecer oportunidades a crianças, jovens e adolescentes por meio do esporte e da educação, com atividades voltadas ao desenvolvimento e à inclusão social.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra