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Rússia e Arábia Saudita abrem Copa com jogo decisivo

Em um grupo com Uruguai e Egito, russos e sauditas sabem da importância de começar bem o Mundial

14 jun 2018
00h04
atualizado às 07h46
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O primeiro jogo da Copa do Mundo já tem cara de decisão - Rússia e Arábia Saudita entram em campo às 12h (horário de Brasília) nesta quinta-feira (14), no estádio Lujniki, em Moscou, e devem partir para o ataque. Isso porque russos e árabes sabem que Uruguai e Egito são os favoritos para as duas vagas nas oitavas de final da competição pelo Grupo A - uma derrota na estreia poderá acabar com qualquer chance de classificação. A partida será apitada pelo argentino Néstor Pitana e poderá ser a primeira a utilizar o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR, na sigla em inglês) na competição da Rússia.

Vista do Estádio Lujniki, onde Rússia e Arábia Saudita farão o primeiro jogo da Copa do Mundo
Vista do Estádio Lujniki, onde Rússia e Arábia Saudita farão o primeiro jogo da Copa do Mundo
Foto: Las Baron/Fifa / Getty Images

Antes, às 11h30 (Brasília), deve começar uma enxuta cerimônia de abertura, com poucos shows e a presença de pouco mais de 20 chefes de Estado. Entre eles, o presidente do Azerbaijão, Ilkham Aliev, de Ruanda, Paul Kagame, da Bolívia Evo Morales, além dos primeiros-ministros do Líbano, Saad Hariri, e da Armênia, Nikol Pashinian. Além, é claro, do anfitrião, o presidente Vladimir Putin.

Além de terem a pior colocação no ranking da Fifa no Mundial, Rússia e Arábia precisam também vencer a desconfiança de seus torcedores. Sem vitórias há sete partidas, a Rússia - cuja melhor participação em Copas foi o 18.º lugar em 1994, nos EUA - pede uma chance de mostrar ao torcedor que a equipe pode avançar para as oitavas. "Sabemos que nós representamos um povo, uma nação que se preparou para essa festa. E nós também nos preparamos muito para chegar até aqui. Agora é a hora de nos unirmos e entregarmos o nosso melhor dentro de campo", avaliou o técnico Stanislav Cherchesov.

Ele deverá mandar a campo como titular o lateral-direito brasileiro Mário Fernandes, que no Brasil teve boas passagens por São Caetano e Grêmio e hoje, naturalizado russo, atua no CSKA Moscou. "Queremos que a torcida venha para o jogo e nos ajude a vencer. Que seja feita uma grande festa e que a gente consiga um bom resultado", afirmou o treinador. Um dos mais experientes do time, o meia Aleksander Samedov, foi direto: "Nós vamos ganhar o jogo de estreia", disse o atleta de 33 anos.

O técnico da Arábia Saudita, o argentino naturalizado espanhol Juan Antonio Pizzi, afirmou que sua equipe tentará manter a posse de bola no duelo de estreia. "O meu estilo de competir é aproveitar cada momento com a bola, cada situação, e tratar de me impor mediante a tomar a iniciativa, que se consegue por meio da posse de bola."

"Cada rival tem características diferentes. Vamos tomar a iniciativa contra a Rússia, tratando de encontrar seus defeitos e barrar suas virtudes. Nossa grande ambição neste difícil grupo é a Rússia. Só depois desse jogo é que vamos saber quais são nossos verdadeiros objetivos", comentou Pizzi, que nas Eliminatórias Sul-americanas dirigiu a seleção do Chile - que não conseguiu se classificar para esse Mundial.

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Estadão Conteúdo

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