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Algoz, Argentina impõe 3º revés ao Brasil no vôlei olímpico

Seleção Brasileira masculina perde segunda disputa de bronze para rival, que ainda bateu o time nacional nas quartas de final em Sydney-2000

7 ago 2021 05h49
| atualizado às 06h44
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Medalhista de bronze dos Jogos de Tóquio ao superar o Brasil por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 20/25, 20/25, 25/17 e 15/13, nesta madrugada de sábado (no horário de Brasília), a seleção masculina da Argentina aplicou ao tradicional rival o seu terceiro grande revés na história do vôlei olímpico.

Renan no jogo contra a Argentina; ele amargou sua segunda derrota para rival em decisão pelo bronze
Renan no jogo contra a Argentina; ele amargou sua segunda derrota para rival em decisão pelo bronze
Foto: Valentyn Ogirenko/Reuters

Essa foi a segunda vez que os brasileiros caíram diante dos argentinos em uma disputa de medalha de bronze na Olimpíada. A primeira ocorreu nos Jogos de Seul, em 1988, quando a equipe nacional também foi derrotada por 3 a 2 na luta pelo pódio na Coreia do Sul. Naquela ocasião, Renan Dal Zotto, atual técnico da Seleção Brasileira, estava em quadra como jogador e foi superado também por Hugo Conte, craque daquele time argentino e pai de Facundo Conte, que teve grande atuação neste sábado em Tóquio.

Doze anos depois daquele revés, o Brasil, então claramente favorito, foi surpreendido pela Argentina nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, na Austrália. Naquela ocasião, os argentinos ganharam por 3 sets a 1 e mandaram o time brasileiro de volta pra casa. Ironia do destino, Hugo Conte também estava em quadra naquela partida, então já como um veterano de 37 anos de idade. 

Ironia do destino, Hugo Conte estava no ginásio do jogo entre brasileiros e argentinos neste sábado, comentando a partida para um canal de TV argentino. Assim, ele viu de muito perto o seu filho, ponteiro como ele também era em 1988, repetir o seu mesmo feito alcançado há 33 anos em Seul.

E para Renan, a derrota recheada por tristes coincidências históricas foi doída principalmente porque ele queria coroar, com um valoroso bronze olímpico, uma redenção no ano mais difícil da sua vida. Poucos meses antes de comandar a Seleção em Tóquio, o treinador ficou 36 dias internado em um hospital após contrair a covid-19 e correr sério risco de morte, sendo que ele chegou a ser intubado por duas vezes neste período. Até por isso, talvez ninguém na Seleção sentiu tanto o peso desta derrota como Renan.

Pior campanha desde Sydney-2000

O quarto lugar amargado agora em Tóquio, por sinal, é a pior campanha realizada pelos brasileiros no vôlei masculino olímpico desde aqueles Jogos de Sydney, onde a equipe nacional terminou na sexta posição. Depois daquela competição, o Brasil iniciou a vitoriosa era Bernardinho no comando da Seleção e conseguiu a proeza de se classificar para quatro finais olímpicas consecutivas, conquistando o ouro em Atenas-2004 e no Rio-2016, além de ficar com a prata em Pequim-2008 e Londres-2012.

Desde a Olimpíada de Los Angeles, em 1984, quando conquistou a medalha de prata, o Brasil ficou fora do pódio por apenas três vezes. Uma delas aconteceu nos Jogos de 1996, em Atlanta, quando foi eliminado pela seleção da extinta Iugoslávia nas quartas de final e fechou a sua campanha em quinto lugar, antes de amargar uma derrota na mesma fase, diante da algoz Argentina, em Sydney. 

Na Olimpíada de 1992, em Barcelona, o Brasil faturou o seu primeiro ouro olímpico no vôlei masculino, no título que foi emblemático também por ter sido então uma conquista inédita em um esporte coletivo do País, que nunca havia vencido uma disputa deste tipo em qualquer modalidade na história dos Jogos.

Potência olímpica a partir de Los Angeles-1984

Vivendo a sua 15ª edição em uma Olimpíada, o vôlei masculino começou a ser disputado neste grande evento em 1964, justamente em Tóquio, quando o Brasil ficou em um modesto sétimo lugar entre as dez seleções que participaram daquela competição. Depois disso, foi apenas nono colocado nos Jogos do México-1968, oitavo em Munique-1972, sétimo em Montreal-1976 e quinto em Moscou-1980. A partir de Los Angeles-1984, porém, se consolidou como uma das principais potências olímpicas da modalidade, na qual dois anos antes, em 1982, também já havia conquistado um valoroso vice-campeonato mundial.

Já a Argentina, que nunca disputou uma final olímpica no vôlei, passou a contabilizar dois bronzes. Em 2000, quando eliminou o Brasil nas quartas de final, acabou sendo derrotada nas semifinais e depois caiu diante da Itália no confronto que valeu o terceiro lugar nos Jogos de Sydney. E vale lembrar também que os argentinos comemoram muito agora este bronze histórico para o país depois de terem sido derrotados pelos brasileiros nas quartas de final em Londres-2012 e na Rio-2016. 

Algoz da Argentina na semifinal desta Olimpíada de Tóquio, a França nunca conquistou uma medalha olímpica no vôlei masculino e neste sábado, às 9h15 (de Brasília), enfrentará a equipe do Comitê Olímpico Russo na decisão que valerá o sonhado ouro. E, independentemente de quem triunfar neste duelo, o certo é que o Brasil, pela primeira vez desde 2000, não vai figurar no pódio do vôlei masculino dos Jogos.

 

 

 

 

Fonte: Equipe portal
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