Wall Street cai mais de 1% após falas de Trump abalarem esperanças de resolução para o Irã
Os principais índices de Wall Street caíam nesta quinta-feira, na última sessão de uma semana encurtada devido a feriado, depois que o presidente Donald Trump sinalizou ataques mais agressivos contra o Irã, diminuindo as expectativas de um fim célere para o conflito no Oriente Médio.
Em discurso na noite de quarta-feira, Trump disse que as operações militares serão intensificadas nas próximas duas ou três semanas, em uma forte reversão de seus comentários anteriores de que os EUA estariam "fora do Irã muito rapidamente".
"O problema é que não aprendemos nada de novo. Estamos de volta a um ponto em que sabemos menos, e não mais, sobre como encontrar uma saída para essa guerra", disse Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B Riley Wealth.
Os preços do petróleo subiam cerca de 7%, levando os futuros do petróleo bruto Brent para US$108 por barril. As ações de energia nos EUA avançavam, com a Exxon Mobil e a Chevron subindo mais de 2% cada. O índice de energia S&P 500 aumentava 2,4%.
O aumento do petróleo pressionava as companhias aéreas, com United Airlines, Delta Airlines e American Airlines recuando entre 4% e 6%.
Separadamente, preocupações com o crédito privado ressurgiram depois que a Blue Owl limitou o valor que os investidores podem sacar de dois de seus fundos voltados para o varejo, fazendo com que suas ações caíssem 8%.
Outros administradores de ativos também caíram, com a Apollo Global, a Blackstone e a Ares Management caindo entre 3,5% e 4,3%. As ações financeiras tinham queda de 1,1%.
As ações de tecnologia caíram 1,8%, com Micron, Lam Research e Sandisk caindo mais de 3% cada.
Às 10h50 (horário de Brasília), o Dow Jones Industrial Average caía 1,21%, para 46.000,37 pontos, o S&P 500 perdia 1,21%, para 6.495,60 pontos, e o Nasdaq Composite tinha queda de 1,68%, para 21.473,24 pontos.
Os participantes do mercado monetário não estão mais precificando nenhuma flexibilização por parte do Federal Reserve, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, conforme preocupações inflacionárias impulsionadas pela energia obscureceram as perspectivas para a política monetária do banco central. Eles estavam prevendo dois cortes antes do conflito.