Visco, do BCE, diz que banco precisará agir se economia da zona do euro não se recuperar
O Banco Central Europeu (BCE) precisará adotar novas medidas expansionistas se a economia da zona do euro não se recuperar e considerará suas opções "nas próximas semanas", disse o membro do conselho do banco central Ignazio Visco nesta sexta-feira.
Em um discurso em Milão, o presidente do Banco da Itália disse que "nas próximas semanas o BCE continuará avaliando como ajustar os instrumentos à sua disposição" diante do fraco crescimento e das baixas expectativas de inflação.
Suas palavras podem alimentar expectativas de que o BCE afrouxará sua política monetária nas reuniões de 25 de julho ou em setembro.
Visco disse que a economia italiana crescerá apenas 0,1% este ano, marginalmente abaixo da previsão oficial de 0,2% do governo, e se expandirá em uma média de pouco menos de 1% em cada um dos dois anos seguintes.
A terceira maior economia da zona do euro mostrou um crescimento de 0,1% no primeiro trimestre, saindo de uma recessão superficial no segundo semestre do ano passado. O instituto nacional de estatísticas ISTAT alertou que o segundo trimestre pode mostrar outra contração do PIB.
Visco destacou a recente queda nos custos de empréstimos italianos e incentivou o governo a adotar metas "prudentes" de déficit orçamentário para os próximos anos para consolidar a tendência.
Sobre o setor bancário italiano, o presidente do banco central pediu fusões entre os bancos menores do país para torná-los mais competitivos e menos vulneráveis.
"Estamos cientes da complexidade da consolidação, mas o trabalho deve ser iniciado rapidamente para avançar nessa direção", disse ele.
A recapitalização preventiva do Estado para os bancos em dificuldades deveria ser facilitada quando as soluções de mercado não são viáveis, disse ele.
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