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Como ser um bom líder em tempos de crise?

Conheça as ações estratégicas que considero fundamentais para atravessar os desafios dessa crise. Vamos lá?

19 mai 2020
09h00
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Speaker! Tudo bem?

Não, não está tudo bem e, como líder, um dos primeiros cuidados é manter a honestidade quanto ao cenário atual. Isto é, encontrar o equilíbrio na hora de dialogar com os demais, sem adotar um discurso excessivamente otimista, nem um tom alarmista.

Se você chegou até aqui, provavelmente ocupa um cargo de liderança, certo? Logo, está ciente do quanto as suas decisões impactam e impactarão a vida dos profissionais que trabalham com você e influenciarão o futuro da sua marca.

O fundador e CEO da Working Voices, Nick Smallman, divulgou um manual com ações importantes para gestores das empresas no momento contemporâneo. Segundo ele, é preciso se adaptar ao “novo normal”.

Neste artigo, trago alguns dos passos destacados por Smallman. Além disso, abordo as ações estratégicas que considero fundamentais para atravessar os desafios dessa crise. Vamos lá?

Foto: Shutterstock

Pensar no suporte emocional

É claro que, como gestor, você se preocupa com o rendimento da sua equipe e com os impactos para a sua marca. Há razões concretas para isso e uma delas está na rápida migração para o trabalho remoto.

Sem ter tido um período de adaptação ou um treinamento, setores inteiros migraram para o home office e isso pode, de fato, interferir nos resultados e na execução de projetos.

Nesse sentido, buscar alternativas técnicas para o teletrabalho é fundamental. No entanto, um erro comum, segundo Smallman, é manter o foco nessas ferramentas tecnológicas que tornam possível o seguimento das atividades, mas deixar de lado (ou minimizar) o suporte emocional necessário.

Colaboradores atuando sozinhos em casa precisam desse suporte tanto quanto necessitam das ferramentas técnicas. Como gestor, encontrar meios de proporcionar tal suporte é determinante. E como isso é possível? Através da tecnologia e da comunicação.

Utilizar a tecnologia a seu favor

A tecnologia tem sido o pilar central nesse momento de trabalho remoto. Por isso mesmo, utilizar as diversas ferramentas existentes para manter um contato estreito e constante com seus colaboradores é primordial.

Nas palavras de Smallman, a tecnologia e suas múltiples facetas são oportunidades de conexão. Para ele, é imprescindível criar uma conexão real nesses tempos de trabalho remoto e isolamento social. Rostos devem ser vistos e vozes devem ser ouvidas.

O convívio estre as pessoas tem uma dimensão enorme para manter o equilíbrio em momentos de crise e, felizmente, há diversas ferramentas tecnológicas simples (e de fácil acesso) para fazer isso com seus colaboradores. Nesse sentido, algumas ações devem ser tomadas com a sua equipe, por exemplo:

Programar reuniões semanais com os colaboradores
Nessas reuniões, incentivar a interação, isto é, deixar que todos falem e participem efetivamente
Definir e padronizar canais de comunicação, como chats, para facilitar e agilizar o diálogo diário
Como gestor, estar disponível para conversas individuais

A mesma lógica vale para investidores, marcas parceiras e empresas. É preciso manter esse contato externo. Como? Pelas redes sociais ou por outros meios que já eram utilizados pela sua empresa antes da crise.

Impulsione a sua própria comunicação

E chegamos à outra base do momento atual: a comunicação. Sem uma comunicação concreta e eficiente, manter a coesão entre profissionais é praticamente impossível. E tudo isso começa em você, líder.  

Como disse no começo deste artigo, ser transparente na hora de dialogar com seus colaboradores é fundamental. O otimismo excessivo, além de infundado, dificilmente terá um efeito positivo entre seus colaboradores.

Portanto, mantenha a sensatez em suas relações de trabalho. Evite discursos negacionistas de que “está tudo bem”. Por outro lado, distancie-se de tons alarmistas, pouco empáticos e que nada acrescentam às pessoas. Esse é o seu desafio: achar um meio termo e ser transparente em suas colocações.

 

Uma coisa é certa: ninguém consegue prever claramente quais serão as consequências do contexto atual. Como será o que Smallman chamou de “novo normal”? Quais hábitos ficarão para trás e quantos outros se tornarão tendência?

O que sim sabemos é que, depois que o ápice da crise passar, as empresas – e seus líderes – ficarão marcadas pelo posicionamento que adotaram durante esse período, como abraçaram (ou não) seus colaboradores e o que fizeram pelos seus clientes.

Antes de tomar decisões, lembre-se disso. A atuação dos líderes é fundamental em tempos como os atuais!

 

Fonte:

https://thespeaker.com.br/como-ser-um-bom-lider-em-tempos-de-crise/

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The Speaker
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