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As pessoas têm preconceito contra quem não sabe falar bem?

Um dos primeiros aspectos que avaliamos quando conhecemos alguém é, justamente, a forma como esse alguém se comunica.

30 mai 2018
06h00
atualizado às 10h06
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Speakers! Como vocês estão?

Quando conhecemos alguém, automaticamente julgamos várias características dessa pessoa. Isso é algo normal e próprio do ser humano. Ou seja: todos nós fazemos isso inconscientemente. A partir das primeiras impressões, criamos empatia ou não, formando laços ou barreiras.

Um dos primeiros aspectos que avaliamos quando conhecemos alguém é, justamente, a forma como esse alguém se comunica, sua fala, sua postura, sua capacidade de manter contato visual... Da mesma maneira, nós também somos julgados pelos outros e o modo pelo qual nos comunicamos acaba influenciando bastante nossa imagem pessoal.

Mas, afinal, as pessoas têm preconceito contra quem não sabe falar bem? É sobre isso que vamos falar no nosso artigo de hoje!

Foto: Shutterstock

O que é falar bem?

O Brasil é um país gigante e, dentro dele, cabem várias culturas e sotaques. Por isso, é importante ressaltar o que, para a comunicação, é, de fato, “falar bem”, que não está necessariamente definido como um modo padrão de fala, mas, sim, ligado a outras características.

Falar bem está relacionado com a capacidade de conseguir expressar opiniões, queixas, ideias, sentimentos ou informações de forma assertiva. É conseguir organizar o raciocínio de forma lógica e, na hora de expressá-lo, poder fazer isso de um jeito que os outros compreendam, sem dificuldades, o que estamos falando.

Podemos listar algumas características daquelas pessoas que falam bem, como, por exemplo:

- Boa pronúncia: a pronúncia das palavras é, sem dúvidas, uma das peças chave de uma boa comunicação, já que, se a pronúncia não é boa, o entendimento da nossa fala pelos outros estará comprometido.

Uma boa pronúncia tem a ver com uma série de aspectos, a ressaltar: a velocidade utilizada na fala, que não deve ser nem muito lenta (a ponto de fazer nossos interlocutores cochilarem enquanto falamos), nem muito rápida; o volume da voz, que, assim como a velocidade, também deve ser mediano; e o tom de voz.

- Atenção às regras gramaticais: se bem é verdade que a linguagem oral permite uma maior liberdade quanto ao uso da língua portuguesa, é preciso, sim, estar atento às regras gramaticais, especialmente aquelas que dizem respeito à conjugação.

Uma apresentação oral pode ter um conteúdo fantástico, mas estará comprometida se o comunicador cometer muitos erros gramaticais.

- Pensamento bem estruturado: uma fala pode ter boa pronúncia e gramática impecável, mas, se não tiver um raciocínio lógico, dificilmente será compreendida pelos demais. Saber estruturar o seu pensamento é um dos grandes desafios e as pessoas que falam bem conseguem lograr essa característica.

Uma fala bem estruturada é aquela que pode ser facilmente compreendida, porque o comunicador sabe exatamente aonde quer chegar com o seu raciocínio.

- Acessibilidade: quem fala bem geralmente pode ser entendido facilmente por todos. Isso acontece porque aquele antigo mito que definia “falar bem” como “falar difícil” ficou no passado.

Os grandes comunicadores da história e da atualidade conseguem expressar suas ideias de forma simples e acessível, através de uma linguagem dinâmica e compreensível.

- Boa linguagem corporal: falar bem não está relacionado apenas à linguagem verbal. As expressões faciais, os gestos e a postura também são fatores indispensáveis para uma boa comunicação. Pessoas que falam bem conseguem manter contato visual com o seu público, gesticulam com eficácia e têm boa postura.

Existe preconceito contra quem não sabe falar bem?

Sim, Speakers. Existe preconceito contra quem não sabe falar bem e podemos identificá-lo em diversos momentos da nossa vida cotidiana, como, por exemplo, em entrevistas de emprego, apresentações de trabalho, reuniões com clientes, encontros amorosos, eventos sociais, apresentações em público, entre outras situações que envolvem exposições de fala.

Por definição, preconceito significa um conceito formado previamente, sem maiores embasamentos. Ou seja, o preconceito está ligado àquele julgamento do qual falamos no começo deste artigo.

O preconceito contra quem não sabe falar bem existe e está relacionado à ideia de que quem não sabe se expressar não tem conhecimentos ou informações confiáveis, não tem segurança em si mesmo e, por consequência, não transmite confiabilidade.

Além disso, o “falar bem” também pode estar ligado ao nível de instrução de determinada pessoa, que, ainda hoje, é, para muitos, um fator a ser levado em consideração. Essa “regra” nem sempre tem razão, já que uma pessoa pode ter vários diplomas e, mesmo assim, não conseguir se expressar com clareza.

Talvez a situação mais clara quando pensamos neste assunto seja a entrevista de emprego. Nas entrevistas, um dos fatores que acabam por selecionar um candidato é, justamente, a sua capacidade de se expressar. Ainda que um outro candidato tenha melhor currículo, a sua performance negativa na entrevista acaba tendo um peso maior.

Por tudo isso, Speakers, é indispensável dedicar um tempo para aprimorar nossas habilidades de comunicação e oratória. Precisa de ajuda? Fale com a gente!

 

Fonte:

www.thespeaker.com.br

The Speaker

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