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Venezuela diz que sanções dos EUA afetaram refinanciamento de dívida e vendas de petróleo

5 jul 2019 - 15h30
(atualizado às 15h36)
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A Venezuela acusou nesta sexta-feira as sanções lideradas pelos Estados Unidos de impedirem o refinanciamento da dívida externa, bloquearem importações vitais de alimentos e medicamentos e custarem bilhões de dólares em ativos de petróleo perdidos.

Um homem passa por um posto de gasolina fechado da petroleira estatal venezuelana PDVSA em San Cristobal. 
REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez
17/05/2019
Um homem passa por um posto de gasolina fechado da petroleira estatal venezuelana PDVSA em San Cristobal. REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez 17/05/2019
Foto: Reuters

O vice-ministro das Relações Exteriores, William Castillo, também rejeitou relatório da chefe de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, e negou que haja uma crise humanitária no país de esquerda, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cuja economia implodiu.

O governo do presidente Nicolás Maduro afirma que a Venezuela é vítima de uma trama dos EUA para derrubá-lo, erradicar o socialismo e conceder as maiores reservas de petróleo do mundo a multinacionais.

No entanto, a administração do presidente norte-americano, Donald Trump, o classifica como um ditador ilegítimo e reconheceu o líder da oposição, Juan Guaidó, como presidente interino, promovendo diversas sanções ao setor petrolífero e a aliados de Maduro.

"Hoje os EUA confiscaram cerca de 30 bilhões de dólares em ativos da (petroleira estatal) PDVSA, enquanto 40 bancos detêm cerca de 5,4 bilhões de dólares, impedindo a Venezuela de adquirir alimentos e medicamentos", disse Castillo ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

"A Venezuela não pode refinanciar sua dívida, e navios-tanques e negócios do petróleo estão sendo prejudicados", acrescentou ele, afirmando que a receita com exportações de petróleo despencou de 40 bilhões de dólares por ano para 5 bilhões de dólares.

O país sul-americano possui dívidas de cerca de 200 bilhões de dólares com um grupo diverso de credores, fornecedores comerciais e empresas cujos ativos foram expropriados.

Com a crescente inadimplência, os credores estão relutantes em negociar uma reestruturação por conta das sanções dos EUA.

O relatório de Bachelet, apresentado após sua visita a Caracas em junho, apontou que as forças de segurança venezuelanas estavam enviando esquadrões da morte para assassinar jovens.

Castillo disse que a Venezuela rejeita tais "acusações criminais".

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