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Vantagens do Brasil podem atrair 10 GW em data centers em 10 anos, diz assessor da Fazenda

Igor Marchesini, do Ministério da Fazenda, disse no 'Energy Summit' que país tem diferenciais importantes; Medida Provisória que desonera data centers está pronta na Casa Civil, mas ainda não foi enviada ao Congresso

24 jun 2025 - 19h37
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Rio - O Brasil pode atrair uma demanda de data centers da ordem de 10 gigawatts (GW) nos próximos dez anos, porque o País tem vantagens que outros lugares do mundo não oferecem, disse o assessor especial do Ministério da Fazenda, Igor Marchesini. Para os projetos saírem do papel, porém, ainda falta regulamentação, admitiu.

A Medida Provisória que visa desonerar os data centers no Brasil - uma renúncia de 52% em impostos - aguarda para ser enviada pela Casa Civil ao Congresso.

De acordo com Marchesini, o texto da MP está "fechado e aprovado, e está na Casa Civil para ser enviado ao parlamento no momento em que os ministros e o presidente acharem que faz sentido", explicou, após debate no Energy Summit 2025 — evento em parceria com o Estadão —, afastando rumores de que o texto da MP seria alterado.

"O processo do Redata foi muito bem trabalhado por quase nove meses de reuniões com vários ministérios. Não mudaria aos 45 minutos do segundo tempo", afirmou.

De acordo com o executivo, a desoneração será compensada com o número de data centers que serão instalados no País, de preferência no Nordeste, para reduzir as desigualdades entre as regiões brasileiras.

"Estamos avaliando instrumentos que incentivem a colocação desses equipamentos no Nordeste, onde a gente sabe que tem muita energia sobrando", explicou.

Segundo ele, o Brasil não vai enfrentar problemas como ocorreram na Irlanda e na Virgínia (EUA), por conta dos temores da sociedade com o aumento excessivo do consumo de energia elétrica e água.

"Aqui a gente tem algo que só o Brasil tem: a matriz é limpa, não vamos nem aumentar a conta de luz, nem aumentar a poluição", disse Marchesini, ressaltando que em várias partes do mundo existe fila de sete anos para conectar os data centers, e o Brasil pode se beneficiar dessa demanda.

Falta regulamentação sobre Data Centers

Para a Elea Data Centers, que pretende instalar pelo menos 1,5 GW em data centers no Brasil, o que falta ao Brasil para atrair investidores é regulamentação.

A empresa inaugurou o primeiro data center no Rio de Janeiro, o RJ 01, de 10 megawatts (MW) e está construindo o RJ 02, de 80 MW, para entregar em 2026.

Segundo o presidente da Elea, Alessandro Lombardi, cada demanda de 1 MW por data centers corresponde a investimentos de US$ 50 milhões, e os planos são de concluir a meta de 1,5 GW em seis a sete anos se a regulamentação aprovada no Congresso Nacional for atraente.

"Mas se (o Brasil) exagerar com regulamentação, não terá interesse de investidores. Tem três projetos de lei tramitando, deveria ter apenas um, para ficar mais claro. Tem que ter regulamentação amigável", afirmou Lombardi.

Ele ressaltou, porém, que está otimista com o andamento das medidas para tornar o Brasil atraente para data centers.

Segundo ele, "as coisas estão se resolvendo, no gerúndio mesmo", brincou. "Acredito muito, tem os altos e baixos do Brasil, mas entendo que está acontecendo. O data center pode ser amigável, não é só consumo de água e energia. Tem como não ter impacto ambiental", afirmou.

Estadão
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