UBS calcula impacto de tarifas de Trump para Weg e Embraer
Segundo banco, balança comercial não é o principal risco para o Brasil, mas os impactos sobre investimentos estrangeiros direto e câmbio
O UBS considera que a balança comercial não é o principal risco trazido pela tarifa de 50% dos Estados Unidos impostas aos produtos brasileiros. A principal preocupação para o banco são os impactos da escalada política sobre o Investimento Estrangeiro Direto (IED) e o câmbio.
O UBS destaca que apenas 12% das exportações brasileiras são destinadas aos EUA, o que mostra uma redução em comparação aos 24% de participação das vendas externas em 2000. Além disso, as exportações totais representam 18% do PIB, destacam os analistas Alexandre de Azara, Fabio Ramos e Rodrigo Martins.
O UBS considerou negativo para a WEG as tarifas de 50% que os Estados Unidos impôs aos produtos brasileiros. Os analistas Alberto Valerio, Andressa Varotto e Rafael Simonetti destacam que a empresa tem, aproximadamente, 25% de suas vendas nos EUA. Porém, sua fonte de produção está bem distribuída entre EUA, México e Brasil, com um terço em cada país.
Para eles, uma tarifa recíproca de 10% pelo Brasil pode ter um impacto negativo de 0,7 pontos porcentuais na margem da companhia, o que representa uma queda de 3% no lucro líquido da WEG.
O UBS considera negativo para a Embraer as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Estima-se que o impacto nos custos da empresa sejam de, aproximadamente, US$ 70 milhões e de 13% no lucro líquido esperado para 2026, a cada aumento de 10% nas tarifas.
Os analistas Alberto Valerio, Andressa Varotto e Rafael Simonetti, afirmam que o impacto total nas vendas de jatos executivos para os Estados Unidos deve ser de 75%, sendo 40% sobre o modelo Phenom e 60% em cima do Praetor.