Trump recua de ataque ao Irã e mercados ampliam aposta em solução diplomática
Apesar do alívio inicial, as tensões entre Casa Branca e Teerã permanecem
O recuo ocorreu após pressão de aliados do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes, preocupados com uma escalada capaz de ampliar o choque do petróleo e os riscos para a economia global.
Os mercados globais operam em clima de alívio nesta terça-feira (19), após Donald Trump cancelar de última hora o ataque dos Estados Unidos contra o Irã. A decisão reduziu temporariamente a aversão ao risco e melhorou o humor dos ativos internacionais diante da expectativa de retomada das negociações diplomáticas.
O recuo ocorreu após pressão de aliados do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes, preocupados com uma escalada capaz de ampliar o choque do petróleo e os riscos para a economia global.
Apesar do alívio inicial, as tensões seguem elevadas. A Casa Branca considerou insuficiente a nova proposta iraniana, enquanto Teerã reafirmou que não pretende fazer concessões relevantes em seu programa nuclear. A dificuldade para destravar um acordo mantém elevada a tensão em torno do Estreito de Ormuz Analistas avaliam que a normalização completa do fluxo na região pode levar meses, reduzindo as chances de retorno dos preços do petróleo aos níveis anteriores ao conflito ainda neste ano.
A notícia sobre o cancelamento de um ataque dos EUA contra o Irã interrompeu a escalada do petróleo dos últimos dias, que elevou o custo do barril para acima de US$ 110. Os preços da commodity recuam mais de 1%, ainda no contexto de alta volatilidade: o Brent/junho cai 1,65%, cotado a US$ 110,25 e o WTI/junho recua 1,11%, a US$ 107,45.
Nos mercados globais, o aumento das expectativas por um acordo entre EUA-Irã impulsiona as bolsas da Europa, enquanto investidores também acompanham dados econômicos da região. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, em meio a preocupações geopolíticas e inflacionárias, com expectativa pela decisão de juros do Banco do Povo da China (PBoC).
No Brasil, o cenário eleitoral segue no radar do mercado. A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou vantagem sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, passando de 47,5% para 48,9%, enquanto o senador recuou de 47,8% para 41,8%.
O levantamento aponta ainda aumento da rejeição de Flávio Bolsonaro, que subiu de 49,8% para 52%, enquanto a rejeição de Lula caiu levemente, de 51% para 50,6%. A pesquisa é a primeira divulgada após reportagem do The Intercept Brasil revelar conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.
Entre os destaques do setor corporativo, a B3 surpreende o mercado após notícia do Valor de que Christian Egan será o novo presidente da B3, enquanto Luiz Masagão era esperado como substituto de Gilson Finkelsztain no comando da Bolsa.
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