Trump deixa portas abertas para acordo de livre comércio com a Argentina
O presidente americano foi questionado sobre o tema durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, 3
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 3, que está aberto a possibilidade de um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e Argentina.
O republicano foi perguntado sobre o assunto durante uma entrevista coletiva em Washington. A ideia é ventilada pelo presidente da Argentina, Javier Milei, que busca se alinhar ideologicamente com Trump. Durante a conversa com jornalistas, Trump elogiou o trabalho do libertário.
"A propósito, acho que ele é ótimo. Ele é um grande líder e está fazendo um ótimo trabalho, um trabalho fantástico. Ele resgatou o país do esquecimento", apontou Trump. O republicano afirmou que irá "analisar todas as opções".
Mercosul
Pelas regras do Mercosul, um membro do bloco não pode assinar sozinho um acordo de livre comércio. Nos últimos anos, a ideia foi sondada pelo Uruguai, que desejava costurar um acordo com a China. Milei afirma estar disposto a retirar a Argentina do Mercosul se necessário para concluir um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.
"A única coisa que (o Mercosul) conseguiu desde a sua criação foi enriquecer os grandes industriais brasileiros às custas do empobrecimento dos argentinos", disse ele no sábado em seu discurso na abertura anual do Congresso.
Os países que compõem o Mercosul, cuja presidência rotativa semestral está atualmente nas mãos da Argentina, deverão negociar acordos em conjunto com outras nações ou blocos.
O presidente argentino também deseja realizar um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Para convencer o FMI, ele espera contar com o apoio de Washington.
Trump e Milei realizaram uma reunião em Washington na semana passada, durante uma convenção conservadora na capital americana. O republicano convidou o argentino para visitar a Casa Branca "nos próximos meses".
Na ocasião, Trump elogiou Milei e afirmou que ele estava tornando a "Argentina grande novamente"./com AFP