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'Temos de combater esse cara': Trump volta a pressionar o chefe do BC americano por corte de juros

Presidente dos EUA diz que país não tem inflação agora e repete a estimativa de que, se juros fossem cortados em dois pontos porcentuais, governo americano economizaria US$ 600 bi

26 jun 2025 - 18h26
(atualizado às 18h40)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, desta vez sem mencionar nominalmente o chefe da autoridade monetária.

"Temos de combater esse cara, ele não está fazendo o trabalho", afirmou, antes de repetir a estimativa de que, se o Fed cortasse juros em 2 pontos porcentuais, os EUA economizariam US$ 600 bilhões.

O republicano argumentou que, se os preços acelerarem, não seria problema aumentar a taxa básica. "Mas não temos inflação agora", ressaltou. "Se tivéssemos uma pessoa que cortasse um pouco os juros, isso ajudaria."

Trump também exaltou o projeto fiscal apelidado por ele de "Grande e Lindo". Segundo ele, o plano entregará corte de impostos e de gastos em níveis "recordes".

Juros operam em baixa

Os juros dos Treasuries operaram em baixa hoje, em um dia marcado pelos relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja nomear um novo comandante para o Federal Reserve (Fed), visando substituir o atual presidente, Jerome Powell, que vem sendo reticente sobre os cortes de juros pedidos pelo republicano. Além disso, a sessão contou com uma revisão para baixo no PIB dos Estados Unidos no 1º trimestre.

Por volta das 17h (horário de Brasília), o juro da T-note de 2 anos caía a 3,711%. O rendimento da T-note de 10 anos cedia a 4,240%, enquanto o T-Bond de 30 anos recuava para 4,798%.

O spread entre os rendimentos da T-note de 5 anos e os do T-bond de 30 anos atingiu 101 pontos-base, marcando sua curva mais acentuada desde 2021, significando expectativas dos investidores para crescimento econômico, mas também inflação e taxas de juros mais altas.

Os relatos de que Trump poderá nomear um substituto para Powell pressionaram para baixo os juros dos Treasuries, avalia o BMO. Se o confirmada, a nomeação antecipada irá sugerir que o presidente americano está atuando contra a independência do banco central, indo além de apenas criticar a performance de Powell, na visão do banco canadense. O BMO vê uma estratégia "relativamente transparente" de mandar uma mensagem dovish que sobreponha os sinais hawkish emitidos recentemente pelo BC. "Independente de quem for escolhido, prevalece no mercado a expectativa de que o próximo presidente do Fed terá uma postura mais dovish do que a de 'esperar para ver'", destaca.

A revisão para baixo do PIB dos EUA revelou um quadro mais preocupante do que o inicialmente estimado, especialmente por conta do consumo doméstico, segundo a Oxford Economics, embora os dados não devam alterar significativamente a trajetória da política monetária. Para a Oxford, os dados não devem influenciar de forma decisiva o Fed "pois são retroativos". A consultoria vê os formuladores de política mais focados nos riscos inflacionários vindos de tarifas e do mercado de trabalho. "Se o Fed mudar de rumo e sinalizar cortes antes do que prevemos, com o próximo em dezembro, será por causa do mercado de trabalho, não do PIB", diz.

A Oxford ainda chamou atenção para a alta nas solicitações contínuas de auxílio-desemprego, o que sinaliza "fissuras no mercado de trabalho". A consultoria acredita que a divulgação dos dados de gastos pessoais, na sexta-feira, será importante para entender o impacto das revisões sobre a trajetória do consumo neste segundo trimestre.

Estadão
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