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Tecnologia e saúde impulsionam Wall Street em meio à expectativa com novo dado de emprego

6 jan 2026 - 13h13
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Wall Street avançava nesta terça-feira, impulsionada por ações de saúde e tecnologia, estendendo a recuperação da sessão anterior, com os mercados se posicionando para o relatório de empregos que será divulgado esta semana, considerado crucial ‌na avaliação das perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

A recuperação impulsionada pelo setor financeiro fez com que ‌o índice Dow Jones de blue-chips atingisse um recorde na segunda-feira. O Dow está agora a cerca de 1,9% de distância da marca histórica de 50.000.

Às 11h58 (horário de Brasília), o Dow Jones Industrial Average subia 0,07%, para 49.008,28 pontos, o S&P 500 avançava 0,33%, para 6.925,00 pontos, e o Nasdaq Composite tinha alta de 0,47%, ‍para 23.505,02 pontos.

Pelo menos sete dos principais setores do S&P estavam sendo negociados em alta, com as ações do setor de saúde se destacando com um aumento de 1,7%. A farmacêutica Moderna avançava 7% depois que o BofA Global Research elevou seu preço-alvo para a ação.

As ações de tecnologia subiam ‌0,7%, lideradas por fabricantes de chips.

Investidores deixaram de lado temores de consequências geopolíticas ‌mais amplas depois que as forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro no fim de semana, apostando que a ação poderá abrir caminho para que empresas norte-americanas obtenham acesso às reservas de petróleo da Venezuela.

As ações de empresas de petróleo caíam nesta terça-feira, após ganhos robustos na sessão anterior, com as gigantes Exxon Mobil e Chevron caindo 1,2% e 2%, respectivamente.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, planeja se reunir com executivos de empresas petrolíferas no final desta semana para discutir o aumento da produção na Venezuela.

Nesta semana, uma série de dados sobre o mercado de trabalho dos EUA estará no radar dos investidores, incluindo números cruciais do emprego não agrícola de dezembro, na sexta-feira, que podem influenciar a trajetória da política monetária do Fed.

O conjunto de dados ganha importância renovada depois que o presidente do Fed, Jerome Powell, pediu cautela contra novas reduções de juros na reunião de dezembro do banco central até que haja mais clareza sobre a saúde do mercado de trabalho.

A divulgação também marcará o retorno de um relatório de dados padrão que não foi afetado pela paralisação do governo, durante a qual a coleta de dados cruciais foi suspensa.

O ‌presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, disse que as futuras mudanças nas taxas devem ser cuidadosamente orientadas pelos dados recebidos, dados os riscos para as metas de emprego e de inflação do banco central, enquanto o diretor Stephen Miran disse em uma entrevista à Fox Business que a política monetária é restritiva e está atrasando a economia.

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