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Taxas de DIs curtas fecham estáveis e longas têm altas leves no Brasil

7 jan 2026 - 16h59
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Os DIs de prazos curtos tiveram mais um dia de movimentos limitados e encerraram a quarta-feira próximos da estabilidade, com os agentes sem gatilhos fortes para operar no Brasil, enquanto as taxas longas terminaram com altas leves, na contramão do ‌recuo dos rendimentos dos Treasuries.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,985%, praticamente estável ante ‌o ajuste de 12,987% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,57%, ante 13,51%.

Com o Congresso brasileiro em recesso, Brasília deixou de fornecer gatilhos fortes para as operações no mercado brasileiro, pelo menos neste início de 2026. O resultado é que nos últimos dias a liquidez diminuiu, assim como as variações de preços.

Nesta quarta-feira, as atenções estiveram novamente voltadas para o ‍exterior, onde foram divulgados novos dados da economia norte-americana.

A criação de 41.000 postos de trabalho no setor privado norte-americano em dezembro, como mostrou pela manhã o relatório da ADP, ficou abaixo dos 47.000 projetados por economistas ouvidos pela Reuters. Em novembro, haviam sido fechados 29.000 postos, conforme dado revisado.

As vagas de emprego em aberto -- uma medida da ‌demanda por mão de obra nos EUA -- caíram em 303.000, para 7,146 milhões no último ‌dia de novembro, informou o Departamento do Trabalho no relatório Jolts. Economistas consultados pela Reuters previam 7,60 milhões de empregos não preenchidos em novembro.

Já o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) informou nesta quarta-feira que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços aumentou de 52,6 em novembro para 54,4 em dezembro. Economistas previam leitura 52,3.

Na prática, enquanto os números da ADP e do Jolts possam indicar certa fraqueza do mercado de trabalho, os dados do setor de serviços sugeriram força econômica no fim de 2025. Os sinais mistos alimentaram a expectativa pela divulgação do relatório de emprego payroll na sexta-feira, que pode influenciar mais diretamente as apostas para a decisão do Federal Reserve no fim do mês.

Nesta tarde, os títulos norte-americanos precificavam 88,4% de probabilidade de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve na faixa de 3,50% a 3,75% no fim do mês, contra 11,6% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch. No início do dia, antes das divulgações, os percentuais eram de 83,9% e 16,1%, respectivamente.

Às 16h37, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 4 pontos-base, a 4,138%.

No Brasil, sem efeitos perceptíveis na curva, o destaque foi o noticiário em torno da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Em entrevista exclusiva à Reuters, o presidente do Tribunal de Contas ‌da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que eventual reversão da liquidação não caberia à corte de contas, mas sim ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela manhã, em entrevista ao CanalGov, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil vão injetar R$110 bilhões na economia brasileira em 2026.

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