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Taxas dos DIs voltam a ceder sob influência da eleição e dos Treasuries

6 out 2026 - 10h17
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Resumo
As taxas dos DIs mantiveram a trajetória de queda nesta terça-feira, puxadas pelos vencimentos longos. O movimento reflete o otimismo do mercado com o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, que colocou Flávio Bolsonaro à frente de Lula, gerando expectativas de maior rigor fiscal. O alívio na curva de juros doméstica também foi sustentado pelo cenário externo favorável, marcado pelo recuo nos rendimentos dos Treasuries norte-americanos e pela desvalorização do petróleo Brent.

Após despencarem na véspera, as taxas dos DIs voltaram a cair nesta terça-feira, com a curva ainda sob efeito do resultado do primeiro turno da eleição presidencial, mas ⁠também reagindo ao recuo dos rendimentos dos ‌Treasuries.

Às 10h07 a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em ‌12,58%, em baixa de 8 ‌pontos-base ante o ajuste de 12,663% ⁠da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,635%, com queda de 16 pontos-base ante 12,791%.

Na ‌segunda-feira as taxas dos DIs despencaram mais de ‌130 pontos-base ⁠nos vencimentos ⁠mais longos, em meio à euforia dos investidores com ⁠o resultado ‌do primeiro turno, no ‌qual o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto.

Flávio é ⁠visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas -- ainda que seus planos para a área não sejam claros --, ‌enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado.

Nesta terça-feira as taxas dos ⁠DIs voltaram a ceder, em especial entre os vencimentos longos -- mais sensíveis à questão fiscal e à movimentação dos investidores estrangeiros.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries exibiam perdas, enquanto o petróleo Brent caía para a faixa de US$97 o barril, apesar da continuidade do conflito no Oriente Médio. Às 10h06 o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 3 pontos-base, a 5,277%.

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