Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Taxas dos DIs têm altas leves após dados de inflação de janeiro

10 fev 2026 - 10h40
Compartilhar
Exibir comentários

As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilam com altas leves nesta manhã de terça-feira no Brasil, após a inflação de janeiro ficar quase em linha com o projetado, mas os preços de serviços seguirem inspirando cautela.

Às 10h27, a taxa dos DIs para janeiro de 2028 estava ‌em 12,685%, em alta de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,64% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,430%, ‌ante o ajuste de 13,436%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,33% em janeiro -- uma taxa igual à de dezembro e quase em linha com a expectativa dos economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam 0,32% no mês passado. No acumulado de 12 meses até janeiro, a inflação atingiu 4,44%, também quase em linha com os 4,43% projetados, mas acima dos ‍4,26% de dezembro.

A abertura dos dados mostrou forte desaceleração dos serviços como um todo, com a taxa passando de 0,72% em dezembro para 0,10% em janeiro, conforme o IBGE.

Porém, a inflação de serviços subjacentes -- que excluem preços mais voláteis -- passou de 0,56% para 0,57% no período, conforme cálculos do banco Bmg, enquanto a taxa de serviços intensivos em mão de obra foi ‌de 0,77% para 0,64%.

No caso da média dos núcleos de inflação observados pelo Banco Central, a ‌taxa foi de 0,48% em dezembro para 0,42% em janeiro, informou o Bmg.

"Embora a inflação do serviço tenha vindo num patamar baixo, puxado por queda de passagens aéreas e devolução dos preços de transportes por aplicativos, que subiram bastante no final do ano passado, em dezembro, a parte ligada à atividade econômica e ao mercado de trabalho ainda segue bem pressionada", disse Julio Barros, economista do Banco Daycoval, em comentário escrito.

No mercado, porém, a percepção mais geral é de que os dados do IPCA não alteram a perspectiva de corte, em março, da taxa básica Selic, hoje em 15% ao ano.

"Em nosso cenário-base, o ciclo de flexibilização monetária deve ter início em março, com um primeiro corte de 0,5 p.p., seguido por nova redução de mesma magnitude na reunião subsequente, em abril", escreveu Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, em comentário após a divulgação do IPCA.

Na B3, as opções de Copom precificavam na última sexta-feira -- dado mais recente -- 69,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 20% de chance de redução de 25 pontos-base e 5,25% de possibilidade de baixa de 75 pontos-base.

Enquanto os agentes se debruçam sobre os dados de inflação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta manhã, em evento do BTG Pactual, não ver justificativa para o atual nível de juros reais no Brasil -- patamar que, segundo ele, gera efeito de alta sobre a dívida pública que o governo não consegue contrapor com "nenhum nível de superávit primário".

Ao ‌mesmo tempo, Haddad ponderou que é muito importante "cuidar" do Banco Central, argumentando que a autarquia pode contribuir muito ou prejudicar muito os governos e o país.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries oscilam em baixa nesta manhã de terça-feira, o que contribui para uma pressão menor sobre a ponta longa da curva brasileira. Às 10h27, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 3 pontos-base, a 4,172%.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade