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Taxas dos DIs sobem com alta do petróleo e nova pesquisa eleitoral

28 set 2026 - 09h57
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Resumo
As taxas dos DIs operam em alta pressionadas pelo avanço do petróleo e dos Treasuries no exterior, além da reação do mercado a fatores domésticos. O cenário reflete tensões geopolíticas entre EUA e Irã e uma nova pesquisa eleitoral mostrando ampliação da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, vista com desconfiança fiscal pelos agentes. O movimento também é influenciado pelo Boletim Focus, que elevou as projeções de inflação para 2026 e 2027, impactando as expectativas sobre a Selic.

As ‌taxas dos DIs voltaram a subir nesta segunda-feira, puxadas pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo no exterior, com o mercado digerindo ainda uma nova pesquisa eleitoral no Brasil.

Às 9h46, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de ⁠2028 estava em 13,675%, em alta de 4 pontos-base ante ‌o ajuste de 13,632% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para ‌janeiro de 2035 estava em 14,07%, ‌com elevação de 10 pontos-base ante 13,97%.

A segunda-feira é ⁠até o momento de alta do petróleo no exterior, em meio ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado no fim de semana um acordo.

Os rendimentos dos Treasuries também voltaram ‌a subir, com o título de dez anos --referência global para ‌decisões de investimento-- oscilando ⁠acima dos ⁠5,20%.

Em reação, a curva de DIs também avança no Brasil, onde uma ⁠nova pesquisa BTG-Nexus mostrou ‌um aumento da vantagem ‌numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, embora eles sigam em empate técnico na disputa pelo Planalto.

Lula tem 46% ⁠das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha os mesmos 46% e Flávio somava 45%.

No mercado, Lula ‌ainda é visto com desconfiança por boa parte dos agentes, que enxergam sua reeleição como um empecilho para o controle ⁠das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a ampliação da vantagem numérica de Lula no segundo turno -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar e as taxas dos DIs.

No boletim Focus divulgado nesta manhã, a mediana das projeções dos economistas para a inflação em 2026 passou de 4,92% para 4,99% e em 2027 foi de 4,30% para 4,31%. As expectativas para a taxa básica Selic estão em 13,50% e 12,00% para este e o próximo ano, respectivamente. Atualmente a Selic está em 13,75%.

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