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Dólar supera R$5,20 sob influência do exterior e de nova pesquisa

28 set 2026 - 09h15
(atualizado às 09h39)
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Resumo
O dólar abriu a semana em alta, superando R$ 5,20, impulsionado pela desvalorização de moedas emergentes após a alta do petróleo e tensões entre EUA e Irã. No cenário doméstico, pesou a pesquisa BTG/Nexus mostrando ligeira ampliação da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, vista pelo mercado com desconfiança fiscal. O avanço da moeda americana também repercutiu o déficit em transações correntes de agosto (US$ 5,055 bilhões) e os ajustes nas projeções de inflação trazidos pelo boletim Focus.

O dólar ‌iniciou a segunda-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, com investidores também reagindo a uma nova pesquisa eleitoral no Brasil.

Às 9h31, o dólar à vista subia 0,39%, a R$5,2035 na venda.

Na B3, o contrato de dólar ⁠futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta ‌de 0,23%, aos R$5,2055.

A segunda-feira é até o momento de alta do petróleo no exterior, em meio ao impasse nas negociações de ‌paz entre EUA e Irã, após o presidente ‌norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado no fim de semana um ⁠acordo.

Nos mercados de moedas, isso se traduzia na alta do dólar ante divisas de emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real.

No Brasil, o movimento encontrou suporte ainda na nova pesquisa BTG/Nexus para o Planalto, mostrando vantagem numérica do presidente Luiz ‌Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na simulação de ‌segundo turno.

Lula tem 46% ⁠das intenções de ⁠voto no segundo turno, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro é ⁠de dois pontos percentuais, os ‌dois ainda estão em empate ‌técnico. No levantamento anterior, Lula tinha os mesmos 46% e Flávio somava 45%.

No mercado, Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte dos agentes, que enxergam sua reeleição como um empecilho para ⁠o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a ampliação da vantagem numérica de Lula no segundo turno -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar.

Mais cedo, o Banco ‌Central informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$5,055 bilhões em agosto, um pouco acima do saldo negativo de US$4,9 ⁠bilhões projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Na outra ponta, o investimento direto no país (IDP) atingiu US$7,396 bilhões, contra US$6,9 bilhões projetados.

No boletim Focus divulgado nesta manhã, a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20. Já a projeção para a inflação em 2026 passou de 4,92% para 4,99% e em 2027 foi de 4,30% para 4,31%. As expectativas para a taxa básica Selic estão em 13,50% e 12,00% para este e o próximo ano, respectivamente. A taxa básica está atualmente em 13,75%.O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com baixa de 0,19%, aos R$5,1834.

(Edição de Camila Moreira e Isabel Versiani)

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