Petróleo dispara após Trump rejeitar proposta do Irã
Commodity avança mais de 4% após novo desdobramento
Além do petróleo em alta, a nova escalada de tensão volta a pressionar as expectativas de inflação e os rendimentos dos Treasuries, que retomam a alta após uma semana marcada por máximas em vários anos. O movimento ocorre ainda após novos ataques à Arábia Saudita, em um contexto de forte volatilidade nos mercados.
Os mercados globais iniciam a semana sob pressão, com o petróleo disparando mais de 4% nesta segunda-feira (28), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar uma proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito. A decisão amplia as incertezas sobre o fluxo global de energia e volta a colocar a inflação no centro das preocupações dos investidores.
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A proposta havia sido apresentada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Por meio de representantes do Catar, Teerã havia encaminhado uma iniciativa para normalizar o trânsito de navios petroleiros pelo Golfo Pérsico.
No sábado (26), porém, Trump afirmou que os termos propostos pelo Irã não foram aceitos pela Casa Branca. Apesar da rejeição, o presidente americano sinalizou que novas negociações ainda podem ocorrer, mantendo o cenário diplomático em aberto.
Enquanto isso, a nova escalada de tensão volta a pressionar as expectativas de inflação e os rendimentos dos Treasuries, que retomam a alta após uma semana marcada por máximas em vários anos. O movimento ocorre ainda após novos ataques à Arábia Saudita, em um contexto de forte volatilidade nos mercados. Por volta das 8h35, o Brent para novembro subia 4,10%, cotado a US$ 108,60 por barril. No mesmo horário, o WTI para novembro avançava 4,35%, a US$ 96,43.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (27) que a dívida pública não lhe provoca “pânico”, embora tenha reconhecido preocupação com o nível de endividamento do país. Em entrevista ao Canal Livre, da Band, Lula citou as reservas internacionais como um dos fatores que sustentam sua confiança na capacidade brasileira de enfrentar dificuldades econômicas.
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