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Taxas dos DIs seguem Treasuries e sobem ainda sem acordo entre EUA e Irã

11 mai 2026 - 10h28
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As taxas dos ‌DIs operavam em alta nesta manhã de segunda-feira, acompanhando o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, após Irã e EUA não terem chegado a um acordo para dar fim à guerra no Oriente Médio.

Às 10h07, a taxa dos Depósitos Interfinanceiros para janeiro de 2028 estava em 13,705%, ⁠em alta de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,61% da sessão anterior. ‌Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,785%, com elevação de 7 pontos-base ‌ante o ajuste de 13,712%.

No mesmo horário, o ‌rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões ⁠de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,382%.

O Irã divulgou no domingo uma proposta para dar fim à guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde Israel combate os militantes do Hezbollah. O país incluiu na proposta uma compensação por danos de guerra e o fim do bloqueio naval ‌dos EUA, com soberania iraniana no Estreito de Ormuz e a garantia de ‌que não haverá novos ⁠ataques, entre outras ⁠exigências.

Sem dar detalhes, Trump classificou a proposta como "totalmente inaceitável", mantendo o impasse sobre a guerra.

Em ⁠reação, o petróleo Brent voltou a ‌subir nesta segunda-feira, para ‌perto dos US$104 o barril, reforçando a percepção de que a continuidade da guerra terá impactos inflacionários relevantes ao redor do mundo.

Os rendimentos dos Treasuries subiam nos EUA, assim como as taxas dos DIs ⁠no Brasil, onde investidores seguem cautelosos sobre o ciclo de cortes da taxa básica Selic nos próximos meses.  

Na quinta-feira -- dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 64% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic ‌em junho, contra 24,5% de chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 10,5% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.

Um mês antes, ⁠em 7 de abril, os percentuais eram de 32,5% para corte de 25 pontos-base, 29,5% para manutenção e 28% para redução de 50 pontos-base. 

No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, a mediana das projeções para a Selic no fim de 2026 seguiu em 13,00%, mas para o encerramento de 2027 passou de 11,00% para 11,25%, com os economistas do mercado vendo um espaço menor para cortes em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio e seus impactos inflacionários.    

A projeção mediana para a inflação em 2026 no Focus passou de 4,89% para 4,91% e em 2027 seguiu em 4,00% -- em ambos os casos acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%. 

(Edição de Pedro Fonseca)

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