Alta do petróleo ganha força após impasse diplomático entre EUA e Irã
Donald Trump considerou como "inaceitável" a resposta iraniana
Segundo o Wall Street Journal, o Irã aceitaria transferir parte de seu urânio enriquecido, mas rejeitou desmontar instalações nucleares. Teerã nega a informação e exige o fim da guerra, suspensão das sanções americanas e manutenção do controle sobre o Estreito de Ormuz.
A semana começa sob pressão nos mercados globais, com o petróleo voltando ao centro das atenções após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã. O Brent subia cerca de 3% nesta segunda-feira (11), voltando aos US$ 104, depois que Donald Trump classificou como “inaceitável” a resposta iraniana ao plano de cessar-fogo proposto por Washington.
Segundo o Wall Street Journal, o Irã aceitaria transferir parte de seu urânio enriquecido, mas rejeitou desmontar instalações nucleares. Teerã nega a informação e exige o fim da guerra, suspensão das sanções americanas e manutenção do controle sobre o Estreito de Ormuz.
Análise da Bloomberg mostra que o conflito acelerou o consumo dos estoques globais de petróleo, reduzindo rapidamente a margem de segurança usada pelo mercado para absorver interrupções de oferta.
Em reação ao fracasso das negociações entre EUA e Irã, As bolsas da Europa operam majoritariamente em queda com maior cautela dos investidores. A alta do petróleo e o temor de que tensões no Estreito de Ormuz pressionem inflação, energia e crescimento seguem pesando sobre os mercados. Já na Ásia, os índices fecharam majoritariamente em alta, sustentados pela expectativa em torno da cúpula entre EUA e China, apesar das tensões no Oriente Médio e da alta do petróleo.
No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo avançam forte após Donald Trump rejeitar a proposta do Irã para encerrar o conflito em Ormuz, com O Brent/junho avançando 2,31%, cotado a US$ 103,63 e o WTI/junho em alta de 2,34%, a US$ 97,65. Já o minério de ferro fechou em alta de 0,73% em Dalian, na China, cotado a US$ 121,04/ton impulsionado por dados positivos da China.
No contexto de frustração em relação à possibilidade de um cessar-fogo entre EUA e Irã, a avaliação predominante no mercado é de que o petróleo entrou novamente em uma dinâmica altamente sensível ao noticiário geopolítico, com potencial para contaminar inflação, juros e atividade econômica nas próximas semanas.
No Brasil, o principal destaque da agenda será a divulgação do IPCA de abril, nesta terça-feira (12). A mediana das projeções do Broadcast aponta desaceleração da inflação de 0,88% para 0,67%, com ajuda de combustíveis e alimentos.
Ainda assim, economistas alertam que apesar da perda de força recente dos combustíveis, a nova disparada do petróleo volta a pressionar cadeias industriais, custos logísticos e preços ligados à energia, reacendendo dúvidas sobre o comportamento da inflação nos próximos meses.
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