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Taxas dos DIs são impulsionadas por exterior e noticiário sobre Flávio Bolsonaro

15 mai 2026 - 16h55
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As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira ‌com altas firmes, próximas de 20 pontos-base nos vencimentos mais longos, influenciadas pelo avanço forte dos rendimentos dos Treasuries no exterior e pelo mal-estar com o noticiário envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).  

No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2028 estava em 14,14%, em alta de 16 pontos-base ante o ajuste de 13,981% da sessão anterior. Na ponta longa da ⁠curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,295%, com elevação de 18 ‌pontos-base ante o ajuste de 14,114%.

No acumulado da semana, as taxas para janeiro de 2028 e janeiro de 2035 subiram 53 e 58 pontos-base, respectivamente.   

A continuidade da guerra no Oriente Médio, que mantém o ‌Estreito de Ormuz fechado ao transporte, impulsionou o preço do ‌barril de petróleo Brent nesta sexta-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que sua ⁠paciência com o Irã está se esgotando. 

Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que Teerã não tem "nenhuma confiança" nos EUA e se interessa em negociar com Washington somente se for sério.

Neste cenário, os rendimentos dos Treasuries tiveram altas fortes, com o mercado precificando a possibilidade de juros maiores nos EUA para conter a inflação gerada pela guerra. Às 16h35, o rendimento do Treasury de dez ‌anos --referência global para decisões de investimento-- subia 14 pontos-base, a 4,595%.

"Nesta semana, os leilões do Tesouro americano mostraram ‌demanda mais fraca dos investidores, pressionando ⁠os rendimentos das Treasuries", pontuou ⁠Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset. 

"O cenário continua sendo influenciado pelas preocupações inflacionárias, impulsionadas principalmente pelos ⁠preços mais elevados de energia, já refletidos nos dados de ‌inflação divulgados ao longo da semana ‌tanto nos EUA quanto no Brasil", acrescentou. 

No Brasil, a curva de juros encontrou suporte ainda nos desdobramentos do escândalo que liga Flávio Bolsonaro a Vorcaro, conforme profissionais consultados pela Reuters.   

Na quarta-feira, uma reportagem do site The Intercept Brasil afirmou que Flávio negociou com o banqueiro preso Daniel Vorcaro ⁠R$134 milhões para financiar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Flávio nega ter cometido qualquer irregularidade em sua relação com Vorcaro, alegando ter buscado recursos privados para o filme, sem oferecer qualquer vantagem em troca. Procurada, a defesa de Vorcaro não quis comentar a reportagem do Intercept.

No mercado, ‌a percepção mais geral é de que a ligação de Flávio com Vorcaro eleva as chances de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reeleger em outubro. A continuidade do governo Lula ⁠é vista por agentes do mercado como um fator negativo para o ajuste das contas públicas.

Para piorar o cenário para a oposição, a Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira mandados de busca e apreensão, em caso relacionado à refinaria Refit, contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro -- também filiado ao PL e aliado de Flávio.

Com o noticiário político no foco das atenções, dados do setor de serviços publicados mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram deixados em segundo plano. A instituição informou que o volume de serviços no Brasil recuou em março 1,2% na comparação com o mês anterior. 

Essa foi a queda mais forte desde novembro de 2024 (-1,4%) e marcou o pior resultado para o mês em cinco anos. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume apresentou alta de 3,0%.  Os resultados foram bem piores do que as expectativas em pesquisa da Reuters, de recuo de 0,1% na comparação mensal e de alta de 4,5% na anual.

(Edição de Pedro Fonseca)

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