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Taxas despencam em dia de recorde do Ibovespa, apesar de pressão nos preços de serviços

27 jan 2026 - 17h55
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As taxas dos DIs caíram pela quinta sessão consecutiva nesta terça-feira, ainda que o IPCA-15 de janeiro tenha revelado que os preços de serviços seguem pressionados, em mais um dia de forte procura por ativos brasileiros, com o Ibovespa batendo recorde e o dólar em queda firme.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,875%, ‌em baixa de 10 pontos-base ante o ajuste de 12,977% da véspera. A taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,36%, com recuo de 18 pontos-base ante o ajuste ‌de 13,542%.

No acumulado das últimas cinco sessões, as taxas para janeiro de 2028 e janeiro de 2035 recuaram 32 e 44 pontos-base, respectivamente.

As taxas cederam desde o início desta terça-feira, na esteira da divulgação do IPCA-15, indicador considerado uma prévia da inflação oficial.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, desacelerando ante a taxa de 0,25% de dezembro. No acumulado de 12 meses, no entanto, a taxa foi para 4,50% em janeiro, ante 4,41% em dezembro.

Os resultados ficaram em linha com as projeções de economistas ouvidos ‍pela Reuters, que esperavam taxas de 0,21% em janeiro e 4,51% em 12 meses, mas a abertura do indicador não foi tão favorável.

A alta dos preços de serviços no IPCA-15 desacelerou de 0,70% em dezembro para 0,15% em janeiro, conforme cálculos do banco Bmg, mas isso já era esperado em função da queda dos preços de passagens aéreas no primeiro mês do ano.

Por outro lado, os serviços subjacentes aceleraram de 0,52% para 0,53% e a taxa dos serviços intensivos em mão de obra ‌foi de 0,65% para 0,74% no período, de acordo com o Bmg. A média dos núcleos de inflação passou de 0,33% para ‌0,42%.

"O qualitativo foi ruim, mas não pior do que o esperado", resumiu o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, para quem o mercado aproveitou os resultados mais gerais do IPCA-15 para "bater" nas taxas futuras, ainda que a leitura qualitativa tenha sido desfavorável.

A queda das taxas dos DIs se intensificou a partir do fim da manhã, à medida em que o Ibovespa foi renovando máximas históricas, superando os 183 mil pontos no melhor momento, e o dólar caiu para perto dos R$5,20.

Profissionais ouvidos pela Reuters voltaram a citar a forte demanda de estrangeiros por ativos brasileiros, em especial ações, com a contrapartida de venda de taxa no mercado de DIs -- como observado nas sessões anteriores.

O recuo nesta terça-feira foi um pouco mais intenso na ponta longa da curva a termo -- justamente onde os estrangeiros mais atuam.

Economistas do mercado avaliaram, de forma geral, que os resultados de mais cedo do IPCA-15 não alteram a perspectiva para a decisão de quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que tende a manter a taxa básica Selic em 15%.

Para o encontro de março, porém, as expectativas seguiam divididas entre manutenção, corte de 25 pontos-base ou de 50 pontos-base.

"A trajetória de desinflação permanece, apesar de alguns soluços sazonais. Dessa forma, mantemos o cenário de redução da taxa Selic em 25 pontos-base em março", disse Rodrigo Marques, economista-chefe na Nest Asset Management, após o anúncio do IPCA-15.

O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, vê um corte de maior magnitude.

"Em nosso cenário-base, o ciclo de flexibilização monetária deve ter início em março, com um primeiro corte de 50 pontos-base, seguido por nova redução de mesma magnitude na reunião subsequente, em abril", afirmou.

Na B3, as opções de Copom precificavam na sexta-feira -- dado mais recente -- 36,50% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em março, 34,25% de chance de redução de 50 pontos-base e 23,00% de possibilidade de manutenção.

O recuo firme das taxas dos DIs nesta terça-feira ocorreu a despeito de, no ‌exterior, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo estarem em alta, com investidores à espera da decisão de quarta-feira do Federal Reserve.

Neste fim de tarde, os preços futuros nos EUA indicavam 97,2% de probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%, contra 2,8% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch. Para o encontro de março, havia 82,1% de probabilidade de manutenção contra 17,4% de chance de corte de 25 pontos-base.

Às 16h40, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 2 pontos-base, a 4,231%.

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