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Taxas curtas dos DIs cedem com expectativa de retomada de negociações entre EUA e Irã

14 abr 2026 - 10h26
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As taxas dos ‌DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo operam em baixa nesta manhã de terça-feira, após notícia de que EUA e Irã podem retomar as negociações de paz ainda esta semana, enquanto as taxas longas exigem altas leves.

Com o petróleo oscilando abaixo dos US$100 o barril, às 10h04, a taxa do ⁠DI para janeiro de 2028 estava em 13,455%, em queda de 6 ‌pontos-base ante o ajuste de 13,514% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava ‌13,46%, com alta de 3 pontos-base ante 13,427%.

Nesta ‌manhã de terça-feira, as esperanças de um acordo entre EUA ⁠e Irã foram renovadas. Uma fonte envolvida nas negociações disse que a data ainda não foi decidida, mas que os dois países poderiam retomar as conversas já no final desta semana.

"Nenhuma data firme foi definida, com as delegações mantendo a sexta-feira até o domingo em aberto", disse uma fonte ‌sênior iraniana.

A perspectiva de retomada das negociações fez os investidores globais demonstrarem ‌nesta manhã maior apetite por ⁠ativos de risco, ⁠como ações e títulos de países emergentes. No Brasil, isso se materializou na queda ⁠das taxas dos DIs ao longo ‌de toda a curva, ‌em especial entre os contratos com prazos menores.

Nos últimos dias, apesar das esperanças de que possa haver uma desfecho para a guerra no Oriente Médio, o mercado brasileiro tem elevado as apostas de que ⁠o Banco Central cortará a Selic em apenas 25 pontos-base no fim do mês, e não em 50 pontos-base. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano.

Na última sexta-feira -- dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam ‌69% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, contra 15% de chance de redução de 50 pontos-base. Uma semana antes os percentuais eram de ⁠47,5% e 24%, respectivamente.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que em fevereiro o volume de serviços no país cresceu 0,1% em relação a janeiro, abaixo da expectativa de alta de 0,5% dos economistas ouvidos pela Reuters. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve ganho de 0,5%, contra expectativa de crescimento de 1,7%.

Às 11h, saem os dados da pesquisa CNT/MDA com as intenções de voto para a eleição presidencial de outubro.

No exterior, às 10h01, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, a 4,293%.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 10h01 desta terça-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 14,045 14,089 -0,044

JAN/28 13,455 13,514 -0,059

JAN/29 13,27 13,309 -0,039

JAN/30 13,295 13,309 -0,014

JAN/31 13,35 13,341 0,009

JAN/35 13,46 13,427 0,033

(Edição de Paula Arend Laier)

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