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Governo anuncia ações para mitigar impacto da guerra nos combustíveis

Medidas seguem orientação de Lula para evitar repasse de custos à população, reforçam subsídios e preveem reajuste no programa Gás do Povo para atender famílias de baixa renda

14 abr 2026 - 13h03
(atualizado às 13h37)
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou de entrevista coletiva para falar sobre as novas ações de enfrentamento aos efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis no Brasil
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou de entrevista coletiva para falar sobre as novas ações de enfrentamento aos efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis no Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta terça-feira, 14, novas medidas para enfrentar os impactos da alta do petróleo e da guerra no Oriente Médio sobre o setor de combustíveis no Brasil.

Durante coletiva no auditório térreo do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), destacou que o País trabalha para alcançar a autossuficiência na produção de óleo diesel, diante da dependência atual de cerca de 30% de importações, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

De acordo com o ministro, o planejamento para reduzir essa dependência já existia, mas ganhou urgência com a escalada dos conflitos internacionais, que pressionaram os preços globais. Ele também buscou tranquilizar o mercado ao afirmar que a oferta de diesel está garantida no curto prazo.

"Para acalmar o setor, já afirmo que a oferta de diesel para os próximos 60 dias está 25% acima da demanda. O abastecimento está garantido", disse.

Na mesma linha, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o governo adote todas as medidas necessárias para evitar que os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã atinjam a população brasileira.

Segundo ele, o Brasil segue tendência internacional, alinhando-se a mais de 40 países que têm implementado políticas fiscais para conter os impactos nos combustíveis.

Entre as ações já adotadas pelo governo estão a zeragem de tributos federais (PIS/Cofins), a criação de subsídios diretos a produtores e importadores, condicionados ao repasse ao consumidor, além da instituição de imposto sobre a exportação de petróleo bruto para compensar perdas de arrecadação.

O pacote também incluiu o reforço na fiscalização da cadeia de distribuição e articulação com estados para redução do ICMS.

Em 6 de abril, essas medidas foram ampliadas com um pacote mais robusto, que elevou as subvenções ao diesel, com incentivos diferenciados para produto nacional e importado, além de zerar tributos sobre o biodiesel. As iniciativas passaram a contemplar também o querosene de aviação, com desoneração e oferta de crédito ao setor aéreo, e o gás de cozinha (GLP), que recebeu subsídios diretos.

Silveira também anunciou um reajuste orçamentário no programa Gás do Povo, voltado a famílias de baixa renda. Segundo ele, cerca de 15 milhões de famílias já são atendidas pelo programa, considerado essencial neste momento de pressão sobre os preços. O valor do reforço não foi detalhado, mas, de acordo com o ministro, a medida permitirá manter o atendimento atual e ampliar a cobertura para proteger a população mais vulnerável.

Estadão
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