Tarifa aeroportuária varia de acordo com aeroporto e país
Para remunerar a prestação de serviços e o uso de instalações disponíveis nos terminais de passageiros, os aeroportos em todo o mundo cobram a taxa de embarque. Elas são cotadas em dólares americanos e, normalmente, incorporadas ao valor final da passagem. O valor varia de país para país e, algumas vezes, diferencia-se até mesmo dentro do mesmo território, como acontece no Brasil.
Para sair do país, brasileiros e estrangeiros em voos internacionais que partem do Brasil pagam taxas que variam de acordo com a categoria do aeroporto que limitam o teto da tarifa por faixa. Sobre esse valor, ainda é cobrado o percentual de 50% do Adicional de Tarifas Aeronáuticas (Ataero), mais tarifa adicional de US$ 15, ambos previstos em lei. Atualmente, a tarifa é cobrada em dólares e varia entre US$ 12 a US$ 36, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (INFRAERO).
A taxa de embarque pode ser cobrada juntamente com o bilhete emitido, como acontece no Brasil, Europa e Estados Unidos, por exemplo, mas em outros países a cobrança pode ser feita na hora do embarque.
Fora do Brasil
Na maioria dos países da América do Sul, a taxa de embarque é cobrada na saída do país. Em Buenos Aires, na Argentina, a taxa custa US$ 18. Em Montevidéu, no Uruguai, fica em US$ 31 e em Bogotá, na Colômbia, US$ 33. Os turistas que ficam mais de dois meses na Colômbia ainda precisam pagar uma taxa adicional. Os aeroportos de Quito, no Equador, Lima, no Peru, e Assunção, no Paraguai, cobram US$ 31,60, US$ 30,25 e US$ 25, respectivamente.
Por isso, é importante se informar sobre essa exigência antes mesmo de sair do Brasil para se programar para essa despesa adicional na volta. Além disso, em muitos aeroportos não são aceitos cartões de crédito.
Em voos internacionais em aeroportos europeus, o passageiro pode ter que pagar outras taxas. Na Holanda, por exemplo, cobras-se uma taxa de isolamento acústico e, na França, quem escolhe viajar em classe econômica paga a taxa de solidariedade dos passageiros aéreos que visa ajudar aos países pobres.
Os melhores do mundo
As taxas de embarque foram criadas para manter a estrutura oferecida em aeroportos. Apesar de o turista nem sempre conseguir usufruir dos serviços cobrados, alguns se destacam neste quesito.
A pesquisa anual feita pela consultoria internacional Skytrax, especialista em aviação civil, lista os melhores aeroportos do mundo, na opinião de viajantes. Em 2011, foram ouvidos mais de 11 milhões de usuários de 100 nacionalidades, que avaliaram itens como conforto, acessibilidade, prestação de serviços e lazer.
Os viajantes elegeram o aeroporto de Hong Kong como o melhor do mundo. Por ele passam, segundo dados da INFRAERO, 50,4 milhões de passageiros anualmente. E, mesmo com a alta movimentação, o aeroporto destaca-se pelo pouco tempo utilizado para cumprir burocracias como segurança e controle de passaporte. A mobilidade - além dos cafés, restaurantes e campo de golfe - também recebeu elogios. Isso porque a locomoção entre os terminais é feita por meio de trens, que passam entre os balcões de check in e os portões de embarque. O serviço é gratuito.
O aeroporto de Singapura aparece em segundo lugar na lista; Seul, na Coreia do Norte, em terceiro e o favorito de Chagas, o Franz Josef Strauss - em Munique, na Alemanha -, em quarto. "Só para o aeroporto preciso reservar um cartão de memória da minha câmera. A infraestrutura é ótima, nunca tive nenhum problema lá. Mas o que me chama a atenção mesmo é a estética dos terminais. Eles são feitos de paredes e teto de vidro, dá para ver a cidade inteira e também as pistas de pouso e decolagem. São ambientes dignos de lindas fotos", conta Ricardo Chagas, viajante invicto por conta de sua profissão de fotógrafo.
Na lista dos dez melhores do mundo, ainda estão de Beijing, na China; Schipol, em Amsterdã, na Holanda; Aeroporto de Zurique, na Suíça; Auckland, na Nova Zelândia; Kuala Lumpur International Airport, na Malásia e Copenhagen, na Dinamarca.
Ógui
Especial para o Terra