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'Tarcísio colocou boné do Trump e a maior vítima das tarifas é a economia paulista', diz Alckmin

Vice-presidente afirma que decreto de regulamentação da lei de reciprocidade será publicado até segunda-feira

4 jul 2025 - 19h06
(atualizado em 4/8/2025 às 16h17)
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BRASÍLIA - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira, 11, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), colocou o boné com frase da campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e comanda o Estado que vai ser mais penalizado pelas tarifas de 50% impostas ao Brasil.

"Na realidade, o que ele fez foi colocar o boné do Trump e, na realidade, a maior vítima das tarifas é a economia paulista", disse Alckmin em entrevista nesta sexta-feira, 11, à Rádio CBN. Ele citou a Embraer e os setores de siderurgia, metalurgia, suco de laranja, carnes e cafés.

Mais cedo, Tarcísio informou que se reuniu com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, em Brasília.

"Conversamos sobre as consequências da tarifa para a indústria e o agronegócio brasileiro, além dos impactos para as empresas americanas", escreveu Tarcísio no X. "Vamos abrir diálogo com as empresas paulistas, lastreado em dados e argumentos consolidados, para buscar soluções efetivas."

Alckmin também afirmou que o presidente Lula deixou claro que o Brasil não aceita interferência externa nas questões de Estado. "É nosso dever defender a soberania do País".

Regulamentação da lei de reciprocidade será publicada até segunda, diz Alckmin

Alckmin disse que o decreto de regulamentação da lei de reciprocidade econômica deverá ser publicado até a próxima segunda-feira, 14.

A norma brasileira foi sancionada por Lula em abril deste ano e prevê medidas em casos de retaliações comerciais.

"Evidente que o Brasil tem o dever de proteger as suas empresas", defendeu. Sem responder se a questão das patentes está na mesa, ele indicou que a legislação da reciprocidade trata de tarifas e também da área não tarifária.

Segundo ele, um comitê formado por vários ministérios do governo Lula vai conversar com o setor produtivo e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). "Mostraremos claramente que os Estados Unidos têm, sim, déficit, e um déficit grande, de US$ 1,2 trilhão na questão de exportação e importação de bens; mas, com o Brasil, têm superávit comercial", disse. "Então, o Brasil não é problema".

Ele afirmou que a alíquota média de exportação de produtos americanos para o Brasil, excluídos os que já têm alíquota zero, é de 2,7%.

"Nós não aumentamos nada. Os Estados Unidos que estabeleceu alíquota de 10% e maior para aço, alumínio e setor automotivo. E agora essa alíquota de 50%, totalmente equivocada", prosseguiu. E completou: "Nós que deveríamos estar reclamando do déficit da balança comercial".

Estadão
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