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Takeda está em fase final para venda de ativos na América Latina, dizem fontes

17 jul 2019
15h49
atualizado às 15h52
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O grupo farmacêutico japonês Takeda está na fase final do processo de venda de seus ativos latino-americanos, avaliados em cerca de 1 bilhão de dólares, afirmaram fontes próximas ao assunto.

REUTERS/Arnd Wiegmann
REUTERS/Arnd Wiegmann
Foto: Reuters

A brasileira EMS é favorita para levar os ativos, que incluem no Brasil marcas como Neosaldina, Dramin, Eparema e Nebacetin, disseram as fontes.

A Reckitt Benckiser e a uruguaia Megalabs foram selecionadas, juntamente com a EMS, para apresentarem ofertas vinculantes pelo portfólio, mas são menos propensas a vencer, disseram as fontes.

Representantes de EMS, Reckitt e Megalabs se recusaram a comentar o assunto.

Em maio, uma fonte com conhecimento do assunto afirmou que a EMS estava muito interessada no negócio após ter comprado no ano passado o laboratório Multilab, que era controlado pela Takeda.

A venda faz parte de estratégia da Takeda para reduzir dívida após a compra da Shire por 59 bilhões de dólares. Além dos ativos latino-americanos, a Takeda entrou em contato com possíveis compradores de um portfólio de medicamentos que colocou à venda no oeste da Europa.

A Takeda espera faturar cerca de 1,5 bilhão de euros com a venda destes ativos europeus e enviou pacotes de informações às partes interessadas, disseram as fontes.

Os ativos europeus apresentaram lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de cerca de 160 milhões de euros, disseram as fontes, com os medicamentos que não precisam de prescrição médica representando cerca de 40 milhões de euros.

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