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Superoferta após Copa pode trazer perda para investidor em hotéis

12 nov 2011 - 10h00
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<br/>Até 2015, a oferta de quartos de hotel em 12 capitais brasileiras, que serão sede da Copa do Mundo em 2014, crescerá em 20 mil novas unidades, atingindo aproximadamente 126 mil aposentos ofertados, um aumento de 18%, segundo pesquisa divulgada pela consultoria Hotel Invest em parceria com o Fórum de Operadores de Hoteleiros do Brasil (Fohb). O crescimento poderá, segundo o estudo, gerar um problema de superoferta em 2015 e trazer problema para o investidor que está aplicando neste tipo de empreendimento agora. <br /><br />A taxa de ocupação nos hotéis corre o risco de ficar muito baixa, inferior a 60% em algumas capitais, após o principal torneio de futebol mundial. As cidades com mais risco de sofrerem um excesso de oferta de quartos de hotéis no futuro são Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Cuiabá.<br /><br />A Copa do Mundo de 2014 tem uma influência direta neste panorama previsto pelo estudo, e se por um lado colabora para o setor hoteleiro lucrar durante a competição, por outro, gera uma expectativa exagerada. "A Copa do Mundo cria um clima de euforia meio artificial, em que passa a se tentar justificar a construção de novos hotéis para a Copa, que dura um mês apenas. O prejuízo será desses que compraram (os quartos)", afirmou o analista e presidente da Hotel Invest, Diogo Canteras.<br /><br />Em Salvador, por exemplo, a taxa de ocupação atual é de 68% para hotéis de padrão econômico e 66% para aqueles intermediários, no entanto, essa taxa deve cair para 64% e 57%, respectivamente, em 2015, segundo o estudo, por conta da oferta adicional de 2,4 mil novos quartos.<br /><br />A projeção mais crítica é em Belo Horizonte, onde as taxa média de ocupação de 74% deverá cair para 52% em 2015. Para Canteras, além da Copa, a prefeitura tomou uma medida de incentivo para a construção de hotéis, em detrimento de outros projetos. "Os proprietários de terreno aumentaram em cinco vezes a possibilidade de construção de hotéis em comparação com outros empreendimentos, até o final deste ano. E os hotéis teriam que abrir até 2014", lembrou.<br /><br />No entanto, embora seja uma tendência a maior oferta de quartos até 2015, algumas capitais não sofrem os mesmos riscos, segundo o estudo, por dois motivos. Um deles ocorre por conta da primeira superoferta do setor hoteleiro brasileiro, ocorrido a partir dos anos 2000, ainda ter reflexos em algumas cidades, ou ter sido resolvido recentemente, como em Curitiba, por exemplo. Segundo o analista da Hotel Invest, a capital paranaense tem até hoje uma cicatriz do problema que durou até 2009.<br /><br />O segundo motivo, verificado principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, ocorre pela escassez de terrenos disponíveis para a construção de novos empreendimentos e, quando são encontrados, são muito caros, inviabilizando a possibilidade de novos projetos. Para Canteras, inclusive, o Rio de Janeiro é a capital com menos risco de superoferta de aposentos no futuro porque, além da falta de terrenos, a capital fluminense será a sede das Olimpíadas de 2016 e é o principal destino dos turistas que vêm ao País.<br /><br />"Quando se pensa em mercado internacional, o estrangeiro que vem para a Copa do Mundo não vai para Cuiabá, Porto Alegre, mas vai para o Rio. A Copa vai alavancar a imagem da cidade. Nos próximos cinco anos, a perspectiva de crescimento da demanda é muito forte", avaliou.<br /><br />Segundo o levantamento, enquanto o número de quartos de hotel no Rio de Janeiro aumentará em cerca de 3,4 mil, atingindo quase 22 mil unidades, a expectativa de elevação da demanda é de 4 mil no mesmo período, para aproximadamente 18 mil unidades, com taxa média de ocupação prevista de 83%, a maior entre as capitais.

Fonte: Invertia Invertia
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