Ibovespa começa 2026 em queda com Minerva e MBRF entre maiores baixas
O Ibovespa voltou a orbitar os 162 mil pontos, mas fechou em queda nesta sexta-feira, no primeiro pregão do ano, com as ações da Minerva e da MBRF entre as maiores perdas após decisão da China de aplicar tarifas de importação para carne bovina.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,36%, a 160.538,69 pontos, após marcar 161.956,56 pontos na máxima e 160.059,14 pontos na mínima do dia.
Em sessão marcada por baixa liquidez, entrecortada por feriado e fim de semana, o volume financeiro somou R$19,47 bilhões.
A queda ocorre após o Ibovespa registrar em 2025 uma alta de quase 34%, no melhor desempenho anual em nove anos, tendo quebrado vários recordes no ano passado.
No exterior, Wall Street fechou com o S&P 500 em alta de 0,19% e o Dow Jones com elevação de 0,66%, enquanto o Nasdaq terminou praticamente estável.
A partir de segunda-feira, o Ibovespa passa a ter uma nova composição, com entrada das ações da empresa de saneamento Copasa e saída dos papéis da operadora de turismo CVC Brasil, conforme a terceira e última prévia.
DESTAQUES
- MINERVA ON caiu 6,77% e MBRF ON perdeu 1,7%, tendo como pano de fundo a decisão da China de impor uma tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina que excederem os níveis de cota dos principais países fornecedores, incluindo Brasil.
- PETROBRAS PN recuou 0,36%, debilitada pela fraqueza dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent cedeu 0,16%. A estatal comunicou que iniciou a produção da sétima plataforma de petróleo e gás do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.
- BRADESCO PN subiu 0,16%, enquanto BANCO DO BRASIL ON cedeu 1,09%, SANTANDER BRASIL UNIT recuou 0,97%, BTG PACTUAL UNIT caiu 0,74% e ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 0,17%.
- VALE ON fechou com elevação de 0,58%, em pregão sem a referência dos futuros do minério de ferro na China, onde os mercados estão fechados por feriado.
- B3 ON recuou 1,01%, entre as maiores contribuições negativas, em pregão de ajustes, após quatro altas seguidas, período em que se valorizou 7,8%.
- AXIA ON caiu 1,21%, tendo no radar reportagem da Folha de S.Paulo, de que a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou, em caráter de urgência, que a elétrica provisione R$750 milhões para garantir o eventual pagamento no futuro de PLR a trabalhadores e ex-funcionários .
- SLC AGRÍCOLA ON subiu 3,67%, tendo como pano de fundo o anúncio do final de 2025 de que foram satisfeitas todas as condições e consumada a operação de associação com fundos administrados do BTG Pactual. Acionistas da SLC também aprovaram aumento de capital com bonificação de ações.