Sexta maior hidrelétrica do Paraná entra em funcionamento
Com 361 MW de capacidade instalada, energia suficiente para abastecer cerca de 1 milhão de consumidores, foi inaugurada em dezembro a Usina Hidrelétrica de Mauá, na região Centro-Sul do Paraná. Construído pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, formado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) em parceria com a Eletrosul Centrais Elétricas, o empreendimento localizado no rio Tibagi teve aporte de R$ 1,4 bilhão. Neste momento, apenas duas das cinco turbinas da Usina estão em funcionamento. As demais continuarão em testes e devem ser liberadas até o final de janeiro.
Em depoimento à Agência Brasil, o presidente da Eletrosul, Eurides Mescolotto, é otimista em relação ao potencial da usina. "Sabemos que se trata de um bom negócio e que os próximos 30 anos serão tempo mais que suficiente para obtermos todo o retorno pelo investimento feito", afirmou o executivo referindo-se ao prazo da concessão da Usina. Quando estiver operando com 100% de sua capacidade, a UHE Mauá será a 6ª maior hidrelétrica em potência instalada do Paraná, atrás apenas das cinco usinas localizadas no rio Iguaçu.
O empreendimento fica entre as cidades de Telêmaco Borba e Ortigueira e era uma das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que engloba um conjunto de políticas econômicas. Dentro da previsão para o setor energético está a construção de fontes competitivas de geração de energia renováveis e de baixa emissão de carbono, como hidrelétricas, eólicas, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas, usinas nucleares e de gás natural.
A usina está ligada à subestação Mauá, que opera em 230 mil volts e fará o transporte da energia até o Sistema Interligado Nacional (SIN). A barragem do rio Tibagi tem 745 metros de comprimento na crista e 85 metros de altura máxima, com 84 km² quadrados na superfície do reservatório. Na solenidade de inauguração da UHE Mauá, o governador do Paraná, Beto Richa, afirmou que o estado é o primeiro a ter cobertura da rede 100% digital, com fibra óptica da Copel nos 399 municípios.
A construção da usina também foi marcada por importantes projetos ambientais para a região. Ao longo das obras foram investidos R$ 300 milhões em 34 programas que fazem parte do Projeto Básico Ambiental (PBA). O objetivo das iniciativas é amenizar o impacto do empreendimento nas comunidades da região.
Economídia
Especial para o Terra