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Serviços do Brasil crescem em fevereiro pelo 2º mês, mas abaixo do esperado

14 abr 2026 - 09h14
(atualizado às 09h48)
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O volume de serviços no Brasil registrou alta pelo segundo mês seguido em fevereiro e está no patamar recorde da série histórica, mostrando que a demanda doméstica segue resiliente, embora tenha ficado abaixo do esperado.

Em fevereiro, houve avanço de 0,1% no volume de serviços em relação ao primeiro mês do ⁠ano, resultado que ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de alta ‌de 0,5%.

Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, ‌houve ganho de 0,5%, contra expectativa de ‌crescimento de 1,7%.

Analistas acreditam que o setor deve continuar mantendo alguma força ⁠em 2026, em meio a uma inflação mais baixa, mercado de trabalho ainda forte e medidas de estímulo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5 mil, que favorecem o consumo.

No entanto, a guerra no Oriente Médio, que vem elevando os preços do petróleo e as preocupações com ‌a inflação em todo o mundo, aumenta as incertezas. No mês passado, o ‌Banco Central reduziu a ⁠taxa básica de juros ⁠Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas pregou cautela diante desse cenário.

"Para os próximos ⁠meses, esperamos que o impacto da ‌alta dos combustíveis, reduzindo a ‌renda real das famílias, e o estoque do aperto monetário continuem atuando para desacelerar o setor e esperamos um crescimento de 2% dos serviços em 2026", disse André Valério, economista sênior do Inter.

As atividades de informação ⁠e comunicação, com expansão de 1,1%, e transportes, com alta de 0,6%, foram os destaques em fevereiro. No primeiro, os serviços de TI foram a principal influência, enquanto o segundo foi impulsionado principalmente pelo transporte rodoviário de cargas, segundo o IBGE.

"Os serviços de informação ‌e comunicação foram os que mais influenciaram o resultado na variação contra o mês imediatamente anterior e na variação contra o mesmo período do ano ⁠passado", destacou o analista do IBGE Luiz Carlos de Almeida Junior.

"Esse protagonismo do setor de informação e comunicação vem se consolidando desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo do setor de serviços como um todo", completou.

A outra atividade que registrou expansão em fevereiro foi a de serviços prestados às famílias, com alta de 1,4%, taxa mais forte desde março de 2025 (1,8%).

Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares registraram a terceira taxa negativa seguida com uma queda de 0,3%, enquanto outros serviços recuaram 0,4%.

Já o índice de atividades turísticas teve em fevereiro retração de 0,9% frente a janeiro, no terceiro resultado seguido no vermelho e operando 2,0% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

(Edição de Isabel Versiani)

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