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China ameaça retaliar UE caso bloco adote novas restrições comerciais contra seus produtos

Manifestação de Pequi, ocorre em meio ao debate europeu sobre o fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial diante do aumento das exportações chinesas em setores estratégicos

30 mai 2026 - 11h50
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A China afirmou neste sábado, 30, que responderá com medidas de retaliação caso a União Europeia (UE) avance com novas restrições comerciais consideradas discriminatórias por Pequim. A advertência foi feita pelo Ministério do Comércio chinês após uma reunião da Comissão Europeia dedicada a discutir as relações com a China e possíveis instrumentos de defesa comercial.

Em comunicado, o ministério disse esperar que a UE respeite as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), preserve o livre comércio e rejeite o protecionismo. Ao mesmo tempo, alertou que, se Bruxelas insistir em adotar unilateralmente novas ferramentas comerciais e impor restrições discriminatórias, "a China responderá de forma firme e adotará medidas eficazes para proteger seus próprios interesses".

A manifestação ocorre em meio ao debate europeu sobre o fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial diante do aumento das exportações chinesas em setores estratégicos. Na sexta-feira, autoridades da UE discutiram propostas que podem ampliar o uso de tarifas, cotas e outras medidas para conter a entrada de produtos subsidiados por governos estrangeiros.

Apesar do tom duro, o Ministério do Comércio ressaltou que os canais de diálogo entre China e UE permanecem abertos. Segundo o comunicado, as duas partes discutem a criação de um mecanismo de consultas sobre comércio e investimentos e deverão realizar novas rodadas de diálogo para administrar divergências.

A advertência também sucede ameaças feitas por Pequim nesta semana de abrir investigações comerciais contra a UE caso avance um instrumento europeu voltado ao chamado excesso de capacidade industrial. Autoridades chinesas avaliam que a proposta poderá atingir diretamente exportações do país em segmentos como veículos elétricos, aço e painéis solares, aprofundando as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo depois dos Estados Unidos.

Estadão
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