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Schmid, do Fed, diz que inflação está muito alta e não há espaço para complacência

3 mar 2026 - 14h07
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O presidente do Federal Reserve de Kansas City, ‌Jeffrey Schmid, sinalizou nesta terça-feira sua oposição contínua a novos cortes na taxa de juros, afirmando que o mercado de trabalho dos Estados Unidos está em equilíbrio e a inflação está muito alta.

"A inflação está acima da meta do Fed há quase cinco anos", disse Schmid ⁠em discurso preparado para o Metro Denver Executive Club, observando que a ‌demanda está superando a oferta e elevando os preços dos serviços muito rapidamente para ser compatível com o retorno à meta de ‌inflação de 2% do Fed. "Não acho que ‌tenhamos espaço para ser complacentes."

Schmid não abordou o impacto econômico ⁠do conflito no Irã em seu discurso preparado, embora, pelo menos no curto prazo, a situação volátil no Oriente Médio, rico em petróleo, pareça aumentar suas preocupações com as pressões dos preços.

Schmid se opõe há algum tempo a um maior afrouxamento pelo Fed, discordando de dois cortes ‌nos juros feitos pelo Fed no ano passado e apoiando a decisão ‌do banco central no ⁠mês passado de ⁠manter os custos dos empréstimos de curto prazo na faixa atual de 3,50% ⁠a 3,75%.

A inflação está perto de ‌3%, observou ele, acrescentando ‌que um aumento de um ponto percentual na inflação reduz o poder de compra das famílias norte-americanas em US$300 bilhões.

Os mercados financeiros esperavam que a deterioração do mercado de trabalho, a inflação ⁠em declínio ou uma combinação dos dois fatores levassem o banco central a reduzir os juros novamente em meados do ano, mas desde que os EUA e Israel iniciaram o ataque ao Irã no fim de semana os operadores passaram ‌a esperar outro corte mais para o final do ano.

Schmid disse que compartilha do otimismo sobre o crescimento econômico no próximo ano ⁠que ouve de seus contatos comerciais e disse acreditar que as reformas tributárias do governo Trump funcionarão como um impulso para o crescimento.

Mas ele rejeitou a ideia de que a inteligência artificial está aumentando a produtividade de forma rápida o suficiente para permitir um crescimento mais rápido sem pressões inflacionárias, um argumento determinante para aqueles que acreditam que o Fed ainda tem espaço para reduzir as taxas.

"Continuo aberto à possibilidade, e até otimista, de que a IA e outras inovações acabem levando a um ciclo de crescimento não inflacionário e impulsionado pela oferta", disse ele. "No entanto, com base na taxa de inflação atual, ainda não chegamos lá."

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