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Quase todos voltam Inspirados

Consultores especializados em levar executivos para conhecer o mundo dos negócios do gigante asiático dizem que quase todos mudam alguma coisa no dia a dia de suas empresas

20 jul 2019
12h18
atualizado às 12h27
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É quase impossível não ser fisgado pela China. Consultores especializados em levar executivos para conhecer o mundo dos negócios do gigante asiático dizem que quase todos, depois da viagem, ficam inspirados e mudam alguma coisa no dia a dia de suas empresas.

"É impossível voltar de lá sem repensar o negócio. É uma janela para o futuro: é ver como será a relação entre as empresas e o impacto da tecnologia no dia a dia", diz Eduardo Yamashita, diretor da GS&MD.

Inspirado no que acabou de ver, Thibaud Lecuyer, cofundador da Dafiti, por exemplo, quer oferecer soluções de entrega das vendas em lockers (armários) para agilizar o serviço. Leia depoimentos de empresários e executivos que participaram de encontros em São Paulo sobre o país asiático.

Paulo Camargo, presidente do McDonald's no Brasil

'Hoje os gurus estão na China'

"Ainda não tive a oportunidade de viajar para a China, mas estou me preparando para visitar em breve o país. Há muitas coisas interessantes acontecendo lá, especialmente quando se fala em transformação digital. Conhecer mais sobre como esse processo que está acontecendo no país é muito inspirador, especialmente no nosso caso, que estamos conduzindo uma série de inovações para melhorar a experiência do cliente. Antes a gente ia para os Estados Unidos para entender o que poderia acontecer no nosso país. Hoje os gurus de inovação, gestão estão na China."

Thibaud Lecuyer, cofundador da Dafiti

'Quero evoluir mais rápido'

"Fui para a China e acredito que a parte do pós-venda está muito evoluída naquele país. Já estamos bastante avançados na Dafiti, em termos de passar a informação para o cliente de onde está a mercadoria. Mas depois dessa viagem, basicamente, queremos evoluir mais rápido, oferecendo outras soluções. Queremos ser um dos primeiros a oferecer uma rede grande de entrega através de lockers. Um ponto surpreendente para mim na China é a facilidade em termos de pagamento, com o uso de aplicativos. Isso é uma coisa que estamos avaliando aqui."

Carolina Strobel, diretora de Inovação da Restoque

'Momento é de unir modelos'

"Fui três vezes para a China: em 2005, 2009 e neste ano. A economia mudou de patamar lá. É um lugar onde as transformações estão acontecendo. Na China, não visitei empresas de varejo, mas de tecnologia. As lojas bacanas estão nos Estados Unidos, na Europa. O que tem na China são modelos de negócios inovadores, disruptivos e tecnologia. É uma combinação. O momento é de unir as inspirações: quero uma coisa linda maravilhosa como vejo nos EUA e algo absolutamente inovador e tecnológico como na China. Essa junção é a nossa grande inspiração."

Jorge Gonçalves Filho, diretor do Grupo Saint-Gobain

'Mudanças são inexoráveis'

"Estive na China em 2010. O país evoluiu muito porque a tecnologia digital fez a diferença. A China tem iniciativas interessantes e aplicáveis ao Brasil. Temos analisado muitas delas e também de outros países para melhorar a experiência do nosso cliente. Como vice-presidente do IDV, acho que a evolução nos meios de pagamento no varejo vai ser algo muito rápido também aqui. Todas essas mudanças são boas e inexoráveis, mas é preciso tomar cuidado e avaliar se elas geram valor e resultado. Isso a gente não consegue visualizar por enquanto."

César Borges, vice-presidente da Caramuru Alimentos

'Sonharia ter algo lá'

"Fui à China várias vezes, mas recentemente não. Acho que é preciso voltar lá a cada seis meses para acompanhar o que está acontecendo. Sonharia ter algum empreendimento naquele país. Se o mundo está se transformando lá dentro, por que não participar disso lá? Muitos podem achar estranho um executivo do setor de grãos estar num evento de varejo. Mas fui mordido pela mosquinha da inovação. Descobri que as ideias nascem e se ligam. O caminho da inovação pode ser direto ou indireto. Não dá para achar que se sabe de tudo. Tem que ficar ligadão."

Estadão
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