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Quais países lideram o Ranking Mundial de Competitividade? Veja lista e a posição do Brasil

Desempenho econômico fez com que o Brasil avançasse quatro posições entre 2024 e 2025, mas questões como educação e habilidades linguísticas mantém o País na parte de baixo da lista

17 jun 2025 - 12h28
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A Suíça é a líder do Ranking Mundial de Competitividade de 2025 elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), com participação do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral (FDC). Cingapura ficou na vice-liderança, seguido por Hong Kong. Confira o top 10 do levantamento mais abaixo.

O Brasil avançou da 62ª posição para o 58º lugar, a melhor colocação desde 2021, mas o País ainda segue entre os últimos colocados.

A lista avalia quatro fatores principais de 69 países: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. Cada item tem diversas subcategorias.

Os principais responsáveis pela melhora do Brasil foram o desempenho econômico, onde o País aparece na 30ª colocação, à frente de nações como Itália (31º), Reino Unido (32º) e Croácia (34º), e os avanços na eficiência empresarial.

O fluxo de capital estrangeiro direto e o crescimento de longo prazo de empregos, da atividade empreendedora e de investimentos em energias renováveis também contribuíram para os resultados positivos.

"Pela perspectiva da gestão pública, a capacidade do governo em aumentar a arrecadação foi um dado em destaque", avalia o professor Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da FDC e líder da pesquisa no Brasil. "Estes fatores somados geraram um efeito positivo na mudança de posição no ranking; no entanto, não são o que esperamos para um país como o Brasil."

Último lugar em finanças públicas

O Brasil aparece em penúltimo lugar no quesito eficiência governamental, à frente apenas da Venezuela. Já na subcategoria finanças públicas, o País é último colocado.

O desempenho também é ruim em temas relacionados à educação e habilidades linguísticas, custo de capital e dívida corporativa, mão de obra qualificada e produtividade da força de trabalho, abertura econômica e inserção internacional e ambiente regulatório.

"O Brasil deveria seguir o exemplo dos países líderes e buscar um ambiente de negócios mais estável, com regras claras, menor tributação de governo, investimentos em inovação e tecnologia", afirma Tadeu. "Um dos nossos grandes gargalos, ainda mais na sociedade do conhecimento, é a formação básica e superior. Estamos com resultados abaixo do esperado nestes critérios de análise."

O professor aponta que os líderes nas esferas públicas e privadas devem analisar os dados para construir um plano estratégico de longo prazo. "Qual Brasil esperamos em dez anos, por exemplo? Qual nação desenvolvida queremos ser, além do modelo vigente atual, centrado no Estado e em empresas de commodities? O Brasil pode criar vocações relevantes, em especial, focadas na transição energética e ser um celeiro de soluções para o mundo."

EUA e China fora do Top 10

As maiores economias do mundo estão fora do top 10 do Ranking Mundial de Competitividade do IMD. Os Estados Unidos, dono do maior Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ficou em 13º lugar. A China ficou na 16ª posição, a Alemanha na 19ª, o Japão na 35ª e a Índia na 41ª.

A eficiência governamental e eficiência empresarial são os pilares centrais que justificam esses resultados, de acordo com Tadeu. "Os EUA são um exemplo. Tanta confusão no ambiente de negócios, constantes mudanças de regras e impactos na agenda das universidades tem gerado incertezas e quedas no próprio ranking", explica.

A Suíça, por outro lado, tem a liderança atribuída a fatores como estabilidade de regras, ambiente político controlado, atividade econômica forte contra choques externos e altos níveis de educação, além do tradicional reconhecimento como reserva financeira global.

"Vale destacar que a Suíça tem realizado importantes reformas políticas, gerado atração para mais investimentos e formado mão de obra em alto nível para os desafios digitais", completa o professor da FDC.

Entre os países da América Latina, o Brasil está atrás de México (39º), Chile (44º), Peru (47º) e Colômbia (49º). Argentina (64º) e Venezuela (68º) são os sul-americanos com piores colocações. O Uruguai não foi avaliado.

Confira o Top 10 do Ranking Mundial de Competitividade de 2025

  1. Suíça
  2. Cingapura
  3. Hong Kong
  4. Dinamarca
  5. Emirados Árabes Unidos
  6. Taiwan
  7. Irlanda
  8. Suécia
  9. Catar
  10. Holanda
Estadão
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