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Presidente de frente do agro critica Plano Safra e diz que produtores pagarão R$ 58 bi em juros

Deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, afirma que os juros reduzirão investimentos; governo cita aumento da Selic como causa da taxa maior

1 jul 2025 - 17h58
(atualizado às 18h01)
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BRASÍLIA - O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que o recorde do Plano Safra 2025/26 será a elevação do custo ao produtor rural em R$ 58 bilhões de juros.

A avaliação foi feita em coletiva de imprensa após o anúncio do governo federal do Plano Safra 2025/26 da agricultura empresarial e familiar. "Essa alta da taxa de juros das linhas está custando mais de R$ 58 bilhões aos produtores rurais em juros. Esse é o recorde apresentado pelo governo", afirmou Lupion aos jornalistas.

Na divulgação do Plano Safra, o governo disse que o aumento dos juros ocorreu diante da escalada da Selic, que passou de 10,5% a 15% ao ano entre as safras.

O governo federal elevou os juros aplicados nos financiamentos tanto da agricultura familiar quanto empresarial em até 2 pontos porcentuais.

Os juros da agricultura familiar variaram entre 0,5% ao ano a 8% ao ano, enquanto os da agricultura empresarial variam de 8,5% a 14% ao ano, conforme a linha de investimento.

"Com juros mais caros e recursos menores, os investimentos ficarão escassos, evidenciando maior cautela dos produtores a longo prazo", observou o presidente da bancada agropecuária.

Lupion atribuiu o aumento dos juros básicos, a Selic, criticada pelo governo, ao "descontrole fiscal" do Executivo.

"Juros são reflexo da inflação persistente, de expectativa desancorada e aumento das preocupações fiscais. O aumento dos gastos públicos sem corte efetivo de gastos, o crédito encarece e os preços dos alimentos sobem", criticou Lupion. "A solução passa por mudanças estruturais", apontou.

Lupion ressaltou que os recursos ofertados para investimento na agricultura empresarial recuaram 5,4% para R$ 101,5 bilhões e que o montante geral para a agricultura familiar aumentou apenas 1,5%, para R$ 516,2 bilhões.

"Além disso, a subvenção foi 17,5% menor, alcançando R$ 13,5 bilhões em recursos para equalizar as taxas de juros", apontou o presidente da bancada agropecuária.

Estadão
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