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Prêmio da Música Brasileira anuncia novas categorias e abre inscrições para 2025

3 set 2024 - 14h35
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Prêmio da Música Brasileira anuncia novas categorias e abre inscrições para 2025
Prêmio da Música Brasileira anuncia novas categorias e abre inscrições para 2025
Foto: The Music Journal

O Prêmio da Música Brasileira (PMB), uma das mais prestigiadas celebrações da diversidade cultural do país, realizou a primeira reunião do seu Conselho para a 32ª edição do evento, que acontecerá em 2025, tendo como grandes homenageados Chitãozinho & Xororó.

Durante o encontro, foram definidas mudanças significativas e a criação de novas categorias que prometem ampliar ainda mais o reconhecimento dos diversos gêneros e a infinidade de talentos que formam o DNA da nossa música. As inscrições para a próxima edição do PMB estão abertas no site oficial.

O encontro contou com as participações dos conselheiros Gilberto Gil, Arnaldo Antunes, João Bosco, Criolo, Karol Conká, Antônio Carlos Miguel, Heloisa Guarita e Zé Mauricio Machline, além de Giovanna Machline, diretora do Prêmio da Música Brasileira. A cantora Wanderléa participou remotamente.

"É sempre motivo de celebração reunir o Conselho do Prêmio da Música Brasileira, pois cada encontro representa uma oportunidade de fortalecer nosso compromisso com a diversidade da música brasileira. A criação de novas categorias é fundamental para dar protagonismo a diferentes gêneros e estilos, refletindo a rica multiplicidade cultural do nosso país. Ao reconhecermos e celebrarmos essa diversidade, estamos não apenas homenageando os artistas e suas obras, mas também incentivando a contínua inovação e evolução da música no Brasil," destacou Zé Mauricio Machline, criador e diretor do PMB.

Prêmio da Música Brasileira: novas categorias ampliam o reconhecimento da música urbana e regional

Uma das principais mudanças decididas pelo Conselho foi a transformação da categoria Música Urbana em três categorias distintas:Funk, Rap/Trap e Reggae. A decisão reconhece a força, relevância cultural e particularidades de cada um desses estilos, que compartilham a capacidade de refletir e dialogar com as realidades sociais do Brasil, especialmente entre o público mais jovem.

Assim, um número ainda maior de artistas e obras de cada um destes gêneros tem a possibilidade de serem reconhecidos com indicações e vitórias no Prêmio da Música Brasileira e, consequentemente, ser apresentado a novos públicos.

Criolo celebrou a criação das três premiações individuais: "A criação de categorias específicas para Funk, Rap/Trap e Reggae no Prêmio da Música Brasileira é um reconhecimento importante da grandiosidade desses gêneros. Ao garantir um espaço inclusivo e maior para cada um, caminhamos para que os artistas se sintam contemplados e incentivados a continuar suas produções. Ter uma categoria específica para o rap, outra para o reggae e outra para o funk, apesar de serem gêneros que se comunicam e trabalham de forma colaborativa, é como reconhecer os diferentes ramos de uma mesma árvore genealógica, com raízes comuns".

E continuou: "Trazer pra perto quem está na linha de frente de cada um desses gêneros, especialmente com o rap no Brasil há mais de 30 anos, o reggae que precede muitos outros estilos e o funk que se tornou um fenômeno mundial, mostra um olhar sensível da premiação. Quando você especifica, você valoriza mais, e acredito que essa foi uma mudança muito saudável e necessária para reconhecer as transformações e ramificações da nossa música", afirmou.

Gênero que tem conquistado espaço não só nas periferias, mas também nos grandes eventos e festivais do país e do mundo, o funk agora terá uma categoria própria. Quase 40 anos após sua gênese, nos bailes em comunidades do Rio de Janeiro, hoje o funk brasileiro é celebrado por sua capacidade de traduzir em música as dinâmicas culturais e sociais das comunidades do país.

O rap, acompanhado pelo subgênero trap, que trouxe uma nova sonoridade ao estilo, também ganha uma categoria específica. Nomes como Emicida, Criolo, Djonga e Matuê têm usado suas letras para abordar temas profundos e urgentes, como desigualdade e racismo, fazendo do rap/trap uma das vozes mais potentes da música nacional.

Apesar da menor reverberação no mercado mainstream, o reggae mantém uma base sólida de fãs e artistas, além da constante renovação de talentos, que continuam a inovar dentro do gênero, agora reconhecido com uma categoria exclusiva.

Além da música urbana, a antiga categoria Pop/Rock foi dividida em duas específicas para Pop e Rock, refletindo a diversidade e a evolução desses estilos no Brasil. A música pop, com sua amplitude de influências e alcance, e o rock, com sua tradição e constante reinvenção, ganham, assim, o devido reconhecimento como expressões culturais distintas.

Outra importante mudança foi a separação da categoria Canção Popular/Sertanejo em subcategorias específicas: Canção Popular, Canção Romântica eSertanejo. A divisão permite um olhar mais cuidadoso sobre a riqueza da música popular, que engloba desde o tecno-brega ao piseiro, e sobre o sertanejo, que continua a dominar as paradas musicais do país.

O Conselho do Prêmio da Música Brasileira aprovou ainda uma mudança na nomenclatura da categoria Regional, que passará a se chamar Raízes. A alteração visa refletir de maneira mais precisa a diversidade e a riqueza das tradições musicais do Brasil.

O termo Regional vinha sendo considerado genérico, não capturando a autenticidade e o valor das músicas que representam a pluralidade cultural e histórias das diferentes regiões do país.

"A mudança da nomeação da categoria de 'Música Regional' para 'Raízes' é mais do que bem-vinda Reflete o compromisso do Conselho do Prêmio da Música Brasileira em estar sempre atento à evolução da nossa música à contemporaneidade", observa o cantor e compositor João Bosco.

"Todos os anos, o Conselho se reúne com a preocupação de ampliar o olhar do prêmio, buscando capturar a criatividade e o surgimento de novas ideias, nomes e gêneros na música popular brasileira. O Brasil tem esse talento único de misturar influências, e a renomeação para 'Raízes' é uma forma de honrar essa diversidade e assegurar que nenhuma dessas expressões culturais se perca. É um esforço constante de se aproximar cada vez mais da realidade da música que se faz no Brasil", concluiu.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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