Por que as ações da Hapvida (HAPV3) estão caindo mais de 4%?
As ações da Hapvida (HAPV3) operam em forte queda após a empresa anunciar que estuda reajustar ou encerrar contratos coletivos de 947 mil clientes (11% do total) com valores defasados, movimento viabilizado pela liberação de reajustes pela ANS. O recuo também é motivado pela redução da fatia da gestora Squadra no capital da companhia, de 5,15% para 3,87%. Pressionados por resultados fracos, os papéis da operadora de saúde já acumulam desvalorização de cerca de 56% no ano.
As ações da Hapvida (HAPV3) operam em queda nesta terça-feira (25), entre as maiores baixas do Ibovespa no pregão. Por volta das 12h15, os papéis recuavam 3,01%, cotados a R$ 6,13.
Mais cedo, as ações da Hapvida chegaram a cair 4,72% na mínima do dia, a R$ 6,06, e ocuparam a posição de segunda maior baixa do Ibovespa.
O que motiva a queda da Hapvida (HAPV3)?
A companhia comunicou ao mercado que estuda promover ajustes ou encerrar contratos coletivos firmados com cerca de 947 mil beneficiários, parcela que representa perto de 11% do total de clientes atendidos pela operadora. De acordo com a Hapvida, esses contratos têm valores considerados desatualizados frente ao praticado atualmente no setor.
O movimento ocorre depois que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu medidas que impediam reajustes de dois dígitos nos planos de saúde. Com a decisão, a companhia poderá rever os valores cobrados nesses contratos ao longo dos próximos 12 meses.
Outro fator que também refletiu na queda das ações foi o anúncio de que a Squadra Gestão de Recursos reduziu sua participação na Hapvida, de 5,151% para 3,87%. A gestora era a única citada entre os investidores relevantes da companhia e perde essa posição por ter ficado abaixo do patamar de 5%.
Desde o início do mês, as ações da Hapvida (HAPV3) acumulam queda de quase 50%. No ano, o recuo é de cerca de 56%, em meio à repercussão de resultados considerados fracos pelo mercado.
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